Bolsonaro passa por cirurgia de hérnia inguinal nesta quinta

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 25/12/2025

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante depoimento na Primeira Turma do STF | Divulgação/Fellipe Sampaio/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro passa por uma cirurgia eletiva de hérnia inguinal bilateral nesta quinta-feira (25); ele está internado desde quarta-feira (24).

O procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, depois de avaliação médica da Polícia Federal, que apontou a necessidade de correção cirúrgica para evitar o agravamento do quadro.

A hérnia inguinal —também chamada de hérnia na virilha— ocorre quando tecidos do interior do abdômen, geralmente uma alça do intestino, escapam por um ponto enfraquecido da parede abdominal e formam um abaulamento na região.

Quando esse deslocamento acontece dos dois lados da virilha, a condição recebe o nome de hérnia inguinal bilateral.

Ela pode causar inchaço, dor ou desconforto, sobretudo ao fazer esforço, tossir ou permanecer muito tempo em pé, embora em alguns casos seja assintomática. De acordo com os peritos que analisaram o caso, não há indicação, nos relatórios médicos, de cirurgia em caráter de urgência ou emergência.

“O que, exatamente, é uma hérnia? É um defeito na parede abdominal”, explica Pedro Bertevello, cirurgião do aparelho digestivo da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Segundo ele, essa fragilidade pode existir desde o nascimento, em pessoas que já têm uma predisposição anatômica, ou surgir ao longo da vida, especialmente após cirurgias abdominais —sobretudo aquelas feitas em caráter de urgência.

Para entender o processo, é preciso imaginar a parede abdominal como uma estrutura em camadas. Primeiro vem a pele, depois a gordura, a musculatura e, logo abaixo, uma membrana resistente chamada aponeurose, que funciona como uma espécie de “armadura” para conter as vísceras.

Atrás dessa estrutura está o peritônio, uma película fina e lubrificada que reveste o interior do abdômen e permite que o intestino se movimente livremente. Esse movimento constante é essencial para a digestão e ocorre mesmo em ações simples do cotidiano, como caminhar, respirar ou mudar de posição.

O problema começa quando essas camadas são rompidas, seja por cirurgias anteriores, seja por traumas. A cicatrização interna pode gerar aderências, que fazem com que alças do intestino se “colem” entre si ou à parede abdominal. Com o tempo, isso enfraquece a aponeurose e cria brechas por onde o intestino pode se projetar.

Em alguns casos, a alça intestinal entra nesse espaço e não consegue retornar à cavidade abdominal —situação chamada de encarceramento. Na hérnia inguinal, essa projeção ocorre na região da virilha e pode, em situações mais avançadas, descer em direção ao escroto.

Quando o abdômen já foi muito manipulado cirurgicamente, as aderências e as fibroses internas tornam a região mais rígida e irregular. Isso dificulta tanto a circulação normal do intestino quanto sua acomodação dentro da cavidade abdominal, aumentando o risco de surgimento de hérnias ao longo do tempo.

Esse histórico também pode interferir no funcionamento do sistema digestivo como um todo. O trato gastrointestinal funciona como um tubo contínuo —da boca ao ânus— e alterações no trânsito intestinal podem provocar reflexos em outras regiões, inclusive no diafragma.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Contato

Rua José e Maria Passos, nº 25
Centro - Palmeira dos Índios - AL.
(82) 99641-3231
TELEFONE FIXO - ESTUDIO:
(82)-3421-4842
SETOR FINANCEIRO: (82) 3421-2289 / 99636-5351
(Flávia Angélica)
COMERCIAL: 
(82) 99344-9999
(Dalmo Gonzaga)
O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados. Segurança e privacidade
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram
Share via
Copy link