
Joe Biden durante coletiva de imprensa | Foto: Reuters
O presidente dos EUA, Joe Biden, admitiu em entrevista na segunda-feira (15) que foi um "erro" pedir que o ex-presidente Donald Trump, seu rival na corrida à Casa Branca, fosse posto no "alvo" durante um discurso na véspera da tentativa de assassinato contra o republicano no último sábado.
"Foi um erro usar a palavra" — disse Biden em entrevista a Lester Holt, da NBC News. — "Eu quis dizer focar nele, focar no que ele está fazendo. Concentre-se em suas políticas, concentre-se no número de mentiras que ele contou no debate," comentou.
O democrata se defendeu alegando que queria voltar o foco para o magnata — que um dia antes havia caçoado de Biden publicamente pela sequência de gafes cometidas no encerramento da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ocorrido na última quinta-feira.
Biden admitiu que "não sabe" qual será o futuro da campanha após o atentado contra o rival. Interrompendo a "trégua" após o incidente, que levou a campanha democrata a retirar do ar propagandas contra o oponente, Biden contra-atacou utilizando as próprias palavras de Trump:
"Não sou o cara que disse: 'Quero ser um ditador no primeiro dia'. Não sou o cara que se recusou a aceitar o resultado da eleição. Não sou o cara que disse que não aceitará o resultado desta eleição automaticamente. Não se pode amar o país apenas quando se ganha. Portanto, o foco estava no que ele estava dizendo" — rebateu.
O presidente assegurou que se sente seguro com as medidas de proteção do Serviço Secreto, apesar do episódio no sábado, reforçando que pediu uma "análise independente" por parte das autoridades.
"A questão é: eles deveriam ter antecipado isso? Esta é uma pergunta em aberto "— admitiu Biden.
