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Um jovem de 23 anos voltou a causar tumulto em Araquari, no Norte de Santa Catarina, horas após mobilizar bombeiros e viralizar nas redes sociais por pedir um “beijo de língua” a um padre durante o resgate em uma torre de comunicação. Levado ao Pronto Atendimento da cidade nesta sexta-feira (5), o homem fugiu da unidade de saúde com o suporte de soro ainda preso ao braço, após ameaçar funcionários.
Fuga e ameaças no hospital
Segundo a Secretaria de Saúde de Araquari, o jovem deu entrada no hospital às 14h13, apresentando sinais de estar sob efeito de álcool e drogas. Ele foi medicado e colocado em observação.
Por volta das 16h, no entanto, tentou sair da unidade à força. Funcionários que tentaram contê-lo relataram ter sido ameaçados pelo paciente, que em seguida pegou uma bicicleta em frente ao local e fugiu.
Um Boletim de Ocorrência foi registrado, e o caso foi encaminhado às autoridades competentes. O Código Penal prevê pena de seis meses a dois anos de detenção, ou multa, para quem ameaça ou desacata servidores públicos em serviço.
Pedido inusitado durante resgate
Mais cedo, o mesmo homem havia subido em uma torre de 35 metros de altura e mobilizado equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Guarda Municipal e Bombeiros Voluntários.
Durante as negociações, um padre foi chamado para ajudar na persuasão. O religioso se aproximou e tentou acalmá-lo: “A gente vai te ajudar, calma”.
O jovem então questionou: “Você é padre? Vai me ajudar de que jeito?”. Na sequência, fez o pedido que surpreendeu os presentes: “Eu quero um beijo de língua seu”.
Descida arriscada
De acordo com os bombeiros, o jovem estava agitado, mas consciente no topo da torre. A guarnição iniciou a aproximação com equipamentos de segurança, mas, antes de ser alcançado, ele decidiu descer pela parte externa da estrutura, aumentando o risco de queda.
Ele conseguiu chegar ao solo sem ferimentos graves e admitiu ter feito uso de drogas e álcool desde o dia anterior. Em seguida, foi encaminhado ao hospital — de onde fugiria horas mais tarde.
As autoridades agora investigam o caso e avaliam medidas legais diante das ameaças contra os profissionais de saúde e da mobilização das equipes de emergência.

