
Foto: ilustração
Por volta das 21h de ontem (19), o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) conseguiu resgatar uma mulher que tentou cometer suicídio em Palmeira dos Índios. Hoje (20), a Sargento Carolina concedeu uma entrevista à Rádio Sampaio e falou sobre como os bombeiros agem nesses casos e sobre a necessidade das vítimas buscarem ajuda.
“O Corpo de Bombeiros, ele não utiliza mais, logo de cara, essa abordagem que a gente vê muito nos vídeos, que é de se jogar em cima da pessoa ou então fazer logo um rapel pra tirar a pessoa de lá. A gente agora utiliza uma abordagem, logo de cara, mais humanizada”, disse a sargento. “A gente tenta conversar, tenta pegar algumas informações com a pessoa; saber o nome, saber se ela tem família, e tentar puxar uma conversa para que essa pessoa vá se acalmando aos poucos e que a gente consiga se aproximar”, continuou.
De acordo com a entrevistada, através da conversa a vítima começa a se sentir mais acolhida e mais à vontade. Ainda assim, a guarnição dos bombeiros ainda permaneceu de prontidão, para que uma abordagem mais brusca fosse utilizada em caso de necessidade.
A Sargento Carolina disse que as pessoas que estão com pensamentos suicidas devem procurar ajuda. “Existe muito preconceito em relação ao seguinte: ‘ah, psiquiatra é médico de doido’; não é verdade. O psiquiatra é um médico, ele está aí pra ajudar. Quem está se sentindo dessa maneira que eu falei, quem tá com vontade de se matar, quem está com esses pensamentos repetitivos, procure ajuda”, disse Carolina.
Em geral, existem sinais de alerta que podem indicar que uma pessoa tem a intenção de cometer um suicídio. De acordo com o Ministério da Saúde, é possível que o suicida diga frases como “vou desaparecer”, “vou deixar vocês em paz”, “eu queria dormir e nunca mais acordar” e “é inútil tentar fazer algo para mudar, eu só queria me matar”.
É preciso ressaltar que podem haver outros sinais e que essas frases não devem ser consideradas de maneira isolada.
Confira a entrevista com a sargento, feita pelo repórter Niraldo Correia, logo abaixo.
