
Imagem: reprodução/YouTube
Em junho de 2023, as contas nas redes sociais do influenciador digital Bruno Aiub, o Monark, foram suspensas por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, o youtuber criou novos perfis e alegou que a Constituição lhe garante esse direito. A Polícia Federal (PF) vê indícios de que o influenciador cometeu crime de desobediência.
O influencer teve os perfis suspensos depois de levantar suspeitas sobre a transparência das urnas e por ter questionado se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria interesse em “manipular” as eleições.
A PF analisou publicações nas novas contas, no Instagram, no Rumble, no TikTok e no YouTube, e disse ter encontrado indícios que apontam para uma persistência na transgressão das ordens judiciais impostas.
“A criação de novos perfis se revela como um artifício ilícito utilizado para produzir conteúdo que já foi objeto de bloqueio nestes autos, veiculando novos ataques, violando decisão judicial, o que pode caracterizar, inclusive, o crime de desobediência”, diz um trecho do relatório enviado ao STF pelo delegado Fábio Fajngold.
“A verificação da materialidade e a identificação de indícios de autoria do delito previsto no art. 359 do Código Penal, que trata da desobediência à ordem judicial, manifesta-se de maneira inequívoca. A infração em questão perdura, caracterizando-se pela reiterada recusa em acatar a determinação judicial de cessar a divulgação (publicar, promover, replicar ou compartilhar) de notícias fraudulentas (fake news)”, afirma o documento.
Monark já chegou a ser multado em R$ 300 mil depois de ter criado as novas contas.
