
Alvo da Operação Falácia, vereador Siderlane Mendonça diz estar sendo perseguido- Foto: Ascom/ Câmara de Maceió
A Justiça Federal afastou 11 servidores da Câmara Municipal de Maceió, ligados ao vereador Siderlane Mendonça - que também foi afastado do cargo nesta sexta-feira (25), durante a Operação Falácia. Os funcionários estariam em um grupo criminoso, supostamente liderado pelo parlamentar, envolvido em crimes eleitorais, corrupção e lavagem de dinheiro.
De acordo com informações do TNH1, na eleição de 2020, o vereador teria recebido R$ 245 mil através de doações de pessoas físicas para a campanha. As doações foram feitas por servidores comissionados da Câmara, assessores e servidores do Siderlane - que tiravam estes valores do salários e repassavam de volta ao político.
O esquema é caracterizado como uma prática de “rachadinha”, onde o servidor repassa uma parte de seu salário de volta ao político que o contratou. O repasse pode ser feito via transferência ou através do pagamento de despesas.
Siderlane disse estar sendo perseguido
Siderlane Mendonça, de 46 anos, está no seu terceiro mandato consecutivo na Câmara Municipal de Maceió. Em vídeo postado numa rede social, o vereador disse desconhecer o motivo da abordagem policial e disse westar sendo perseguido.
"Fui surpreendido pela polícia agora pela manhã aqui num hotel em Brasília. É verdade, aproveitaram que eu viajei a trabalho e mandaram a polícia me fazer uma citação judicial. Recebi a citação e já encaminhei ao meu advogado, os fatos serão apurados porque até então eu nem sei do que se trata e em breve serão esclarecidos", falou.
Operação Falácia
A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (25), 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de Maceió e Rio Largo contra um grupo criminoso envolvido em crimes eleitorais, corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público. Outras 17 medidas cautelares também estão sendo executadas.
