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Antes e depois: Maceió perde um bairro inteiro afetado pela mineração

Rádio Sampaio com G1
Publicado 16/11/2024
Foto: g1 AL

Novos dados do Censo 2022 divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o bairro do Mutange, em Maceió, teve todos os seus imóveis desocupados e não tem mais nenhum morador. No Censo 2010, o bairro tinha 2.632 habitantes.

O Mutange é um dos cincos bairros da capital afetados por décadas de extração de sal-gema realizada pela Braskem. Também foram evacuados, mas parcialmente, o Pinheiro, o Bom Parto, o Bebedouro e o Farol.

Cerca de 60 mil pessoas foram obrigadas a abandonarem suas residências e seus negócios por causa do risco de desabamento de mais de 14 mil imóveis devido à instabilidade no solo provocada pela mineração.

Antes do problema do afundamento do solo, o Mutange tinha imóveis residenciais, comércio, prédios de órgãos públicos, o centro de treinamento do Centro Sportivo Alagoano (CSA), hospital psiquiátrico, e uma área de encosta com casas e barracos.

Por meio de nota, a Superintendência do IBGE em Alagoas afirmou que, apesar de não ter mais população, segundo o Censo 2022, o Mutange continua sendo classificado como um bairro, conforme a Lei Municipal nº 4.687 de 1998.

O Censo 2022 mostrou ainda que houve uma redução de 30.131 habitantes no Mutange, Pinheiro, Bebedouro e Bom Parto. Isso é mais que a população de uma cidade inteira do interior do estado, como São José da Laje (20.813), por exemplo.

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