Americanas fecha 112 lojas no país entre janeiro e setembro e amplia retração no varejo

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 02/12/2025

Foto: Ilustração

Entre janeiro e setembro deste ano, a Americanas encerrou as operações de 112 lojas em todo o Brasil, sendo 51 unidades convencionais e 61 do modelo express, o que representa uma redução de 6,4% na área total de vendas. Segundo a companhia, os fechamentos ocorreram porque os pontos não atendiam mais aos critérios mínimos de viabilidade econômica.

Somente no terceiro trimestre, foram desativadas 55 lojas — 33 tradicionais e 22 express. A empresa afirma que os cortes fazem parte de uma estratégia de readequação do portfólio, voltada para aumentar a eficiência operacional e reduzir custos, especialmente em locais com baixa ocupação ou desempenho insuficiente.

O que levou às dificuldades da empresa?

A crise da Americanas, que já foi uma das maiores redes de varejo do Brasil, é resultado de uma combinação de fatores internos e externos. Entre os elementos que contribuíram para o colapso estão:

  • Crise econômica brasileira, iniciada em 2014, que reduziu o consumo, elevou juros e aumentou a inadimplência;

  • Crescimento dos custos operacionais, incluindo logística, armazenamento e despesas financeiras;

  • Queda de receita em meio à recessão, dificultando o pagamento de dívidas;

  • Concorrência intensa com varejistas como Grupo Pão de Açúcar, atacarejos e plataformas online;

  • Problemas de gestão e endividamento crescente, que reduziram a capacidade de reação da empresa;

  • Escândalos e falhas administrativas, que afetaram a reputação e agravaram o desequilíbrio financeiro;

  • Transformações no varejo, como a ascensão de lojas online e novos formatos, para os quais a Americanas não conseguiu se adaptar em tempo.

A combinação desses fatores levou a empresa a enfrentar um ciclo de perdas, dívidas e redução de fluxo de caixa, culminando no fechamento em massa de unidades.

Impacto no setor

A crise da Americanas, uma das empresas mais tradicionais do varejo brasileiro, gerou consequências significativas no mercado e na cadeia de empregos, afetando milhares de trabalhadores diretos e indiretos.

Enquanto tenta reorganizar suas operações, a companhia segue ajustando sua rede de lojas e implementando cortes para tentar manter a sustentabilidade do negócio.

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