Alessandro Stefanutto, presidente do INSS, é afastado após operação da Polícia Federal

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 23/04/2025

Alessandro Stefanutto foi nomeado para o cargo de presidente do INSS em julho de 2023 Foto: Roneymar Alves/Ascom INSS

Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) resultou, nesta quarta-feira (23), no afastamento do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, de sua função. A ação investiga um esquema de fraudes em benefícios concedidos a aposentados e pensionistas. Stefanutto, que também é alvo de mandados de busca, é servidor de carreira do INSS desde 2000 e filiado ao PSB.

Segundo informações da PF, a investigação apura o envolvimento de entidades representativas de aposentados e pensionistas em um esquema que realizava descontos indevidos em benefícios previdenciários, sob a justificativa de mensalidades associativas. Os detalhes sobre a estrutura e o funcionamento do esquema ainda não foram totalmente divulgados.

Além de Stefanutto, outras cinco pessoas foram afastadas de seus cargos, incluindo o procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho. Também foram retirados de suas funções: Giovani Batista Fassarella Spiecker (coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente), Vanderlei Barbosa dos Santos (diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão), Jacimar Fonseca da Silva (coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios), e um agente da própria PF lotado no aeroporto de Congonhas, cujo nome não foi divulgado.

Fontes ligadas ao Executivo federal classificaram a operação como uma das mais sensíveis já realizadas no âmbito do INSS. A gravidade do caso motivou uma reunião de emergência entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o ministro da CGU, Vinícius Carvalho, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrida ainda pela manhã no Palácio da Alvorada. Uma segunda reunião com autoridades está em andamento no Ministério da Justiça.

Alessandro Stefanutto havia assumido a presidência do INSS após a exoneração de Glauco Wamburg, também indicado pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. Wamburg deixou o cargo em 2023 após denúncias de uso irregular de passagens e diárias pagas pelo governo.

Em declaração, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o partido não foi consultado sobre a nomeação de Stefanutto para o comando do INSS.

Com a operação em curso e os desdobramentos políticos ainda em andamento, o governo Lula se vê diante do desafio de restaurar a credibilidade da principal instituição de previdência social do país, além de garantir proteção aos beneficiários afetados pelas possíveis irregularidades.

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