
Alagoas tem 11 casos confirmados de sarampo, diz Ministério da Saúde
Dados do Ministério da Saúde revelam que Alagoas tem 11 casos confirmados de sarampo neste ano em dois municípios. O balanço considera registros até o dia 7 de agosto, sendo que o primeiro caso foi notificado apenas em maio de 2021, o que demonstra a velocidade da transmissão.
O sarampo é altamente contagioso, dá febre, mal-estar, dores pelo corpo, bolinhas vermelhas espalhadas na pele e pode até matar. A única forma eficaz de prevenção é a vacina.
O levantamento traz o número de casos e informa que os registros são de dois municípios, mas não deixa claro quais são. Por meio de nota, a Sesau informou que 10 casos são do município de Capela e apenas um de Maceió, registrados nos meses de maio e junho, e que os pacientes foram tratados de forma ambulatorial, sem a necessidade de hospitalização.
"Diante desta situação, a Sesau, em parceria com as respectivas Secretarias Municipais de Saúde (SMSs), realizou ações de vigilância, que culminaram com a investigação dos casos, monitoramento e controle. No caso de Capela, foi realizado o bloqueio vacinal seletivo, inquérito vacinal nas crianças menores de cinco anos; varredura vacinal, busca ativa de casos entre os contatos domiciliares e vizinhos e, no caso de Capela, foram disponibilizadas à SMS 5 mil doses de vacina tríplice viral, com o intuito de realizar varredura vacinal e vacinação de bloqueio na cidade", diz trecho da nota (leia na íntegra ao final do texto).
Foram 19 anos sem casos da doença no estado, mas o vírus do sarampo voltou a circular em 2019. Em 2020, foram confirmados três casos em Alagoas.
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus está em circulação em seis estados do país: Alagoas, Pará, São Paulo, Amapá, Ceará e Rio de Janeiro.
Oito municípios alagoanos solicitaram investigação para o sarampo em 2021. Um deles foi Capela, na Zona da Mata, que enviou amostras colhidas de um menino de um ano para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os moradores de Capela foram convocados para vacinação contra o sarampo.
Panorama do Sarampo em Alagoas
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que o sarampo é uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo ser grave, evoluir com complicações infecciosas e óbito, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de seis dias antes do aparecimento das manchas avermelhadas (exantemas), até quatro dias após o seu surgimento. Nos últimos anos, casos de sarampo têm sido reportados em várias partes do mundo e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os países dos continentes europeu e africano registraram o maior número de casos da doença.
Em Alagoas, este ano, foram confirmados 11 casos da doença, sendo 10 em Capela e um em Maceió, nos meses de maio e junho, cujos pacientes foram tratados de forma ambulatorial, sem a necessidade de hospitalização. Diante desta situação, a Sesau, em parceria com as respectivas Secretarias Municipais de Saúde (SMSs), realizou ações de vigilância, que culminaram com a investigação dos casos, monitoramento e controle. No caso de Capela, foi realizado o bloqueio vacinal seletivo, inquérito vacinal nas crianças menores de cinco anos; varredura vacinal, busca ativa de casos entre os contatos domiciliares e vizinhos e, no caso de Capela, foram disponibilizadas à SMS 5 mil doses de vacina tríplice viral, com o intuito de realizar varredura vacinal e vacinação de bloqueio na cidade.
Como medida preventiva, a Sesau orienta que os pais compareçam aos postos de vacinação e imunizem seus filhos com a dose zero da vacina contra o sarampo (tríplice viral), que é destinada para crianças de 06 a 11 meses e 29 dias de idade. É imprescindível ainda, que mantenham o esquema vacinal, que prevê aplicação de uma dose aos 12 meses, com a vacina tríplice viral e, aos 15 meses, com a vacina tetra viral, ou tríplice viral mais varicela, respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses. Quanto aos profissionais de saúde, devem ser imunizados com duas doses da vacina tríplice viral, as pessoas de 05 a 29 anos de idade não vacinadas ou com esquema incompleto devem ser vacinadas com duas doses da vacina tríplice viral e as pessoas de 30 a 59 anos de idade não vacinadas devem receber uma dose de tríplice viral.
