O governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), anunciou que vai prorrogar o decreto de emergência até o dia 15 de maio com medidas mais duras para conter a propagação do novo coronavírus e admitiu até a possibilidade de fechamento total do estado.
"Primeiro eu queria de agradecer a oportunidade de falar com o cidadão nesse momento sobre o decreto atual e novo decreto. [...] por isso nós vamos renovar o decreto e mais, endurecer o decreto para que até o dia 15 de maio, o estado está pronto para entregar mais leitos e oferecer ao cidadão condição de se tratar. Há possibilidade de fechamento completo, o lockdown, mas nós estamos ouvindo a todos nesse momento. [...] Mas o que é fundamental, é que o estado precisa ampliar o isolamento social para a gente oferecer mais leitos e estar mais preparado para atender o cidadão e evitar que ocorra em Alagoas o que está acontecendo em outros estados, com o sistema hospitalar colapsada", disse o governador.
A medida tem como objetivo diminuir o número de casos da doença no estado, que chegou a 1.371 casos confirmados e 58 mortes neste sábado.
Renan cumpre isolamento social desde que foi diagnosticado com coronavírus. Ele disse que segue se recuperando e que vai voltar às atividades na semana que vem.
"Graças a Deus, ao longo desses últimos dias eu pratiquei isolamento completo, fiz minha recuperação na minha própria residência acompanhado por duas médicas do Estado de Alagoas [...] que acompanharam a minha recuperação e graças a Deus eu já estou praticamente recuperado pra voltar à atividade na semana que vem", disse Renan Filho.
Além de prorrogar o decreto, que atualmente tem validade até 5 de maio, o governador disse que vai reduzir o número de pessoas nas ruas e determinar o uso obrigatório de máscaras para evitar o contágio. Atualmente, o uso da máscara é apenas uma recomendação, sendo obrigatório somente em bancos e supermercados.
"Estamos vivendo uma situação muito delicada, muita gente sendo infectada, centenas diariamente, o número de mortes cresceu muito nos últimos dias. Chegamos a 58 mortes em Alagoas e o o Brasil já passa de 6 mil mortes, é um problema gravíssimo e precisa ser enfrentado com as medidas necessárias", afirmou.


