Alagoas: Mudança em cronograma reduz quantidade de doses da vacina contra a Covid-19

Alagoas: Mudança em cronograma reduz quantidade de doses da vacina contra a Covid-19

O governador Renan Filho (MDB) criticou, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (19), a revisão da distribuição das doses da vacina contra a Covid-19 aos estados relativa ao mês de fevereiro, anunciada pelo Ministério da Saúde. Com isso, Alagoas vai receber menos doses do que o esperado e agora sem data específica, ficando prevista a entrega para “a partir do dia 24”.

A justificativa do Ministério da Saúde para a mudança é de que o Instituto Butantan informou que serão entregues “somente 30% dos imunizantes previstos em contrato para fevereiro, totalizando apenas 2,7 milhões de doses”. A previsão era de receber 9,3 milhões da CoronaVac, produzida pelo Instituto.

“Isso vai fazer com que o cronograma de fevereiro seja mais lento que o cronograma de janeiro, o que é muito ruim para o país. Essa divisão do Governo Federal e do Governo de São Paulo precisa acabar. O Brasil precisa esclarecer quando teremos vacina”, disse Renan Filho.

O governador Renan Filho (MDB) criticou, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (19), a revisão da distribuição das doses da vacina contra a Covid-19 aos estados relativa ao mês de fevereiro, anunciada pelo Ministério da Saúde. Com isso, Alagoas vai receber menos doses do que o esperado e agora sem data específica, ficando prevista a entrega para “a partir do dia 24”.

A justificativa do Ministério da Saúde para a mudança é de que o Instituto Butantan informou que serão entregues “somente 30% dos imunizantes previstos em contrato para fevereiro, totalizando apenas 2,7 milhões de doses”. A previsão era de receber 9,3 milhões da CoronaVac, produzida pelo Instituto.

“Isso vai fazer com que o cronograma de fevereiro seja mais lento que o cronograma de janeiro, o que é muito ruim para o país. Essa divisão do Governo Federal e do Governo de São Paulo precisa acabar. O Brasil precisa esclarecer quando teremos vacina”, disse Renan Filho.

O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, que também participou da coletiva, cobrou celeridade na imunização e demonstrou preocupação diante do que classificou como “falta de planejamento” por parte do Ministério da Saúde.

“Não temos tratamento precoce, não existe tratamento com eficácia comprovada que não seja a imunização. Por isso a gente tem cobrado do ministério uma maior clareza, está faltando um pouco de transparência para que a gente possa, inclusive, continuar o diálogo com a sociedade. As pessoas precisam saber quando chegará a vez da tão sonhada vacinação”, disse o secretário da Saúde.

Diante do impasse, o governador de Alagoas disse que propôs aos governadores dos demais estados que seja feita uma nova reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para que os prazos sejam esclarecidos. “Não temos a quantidade de vacina necessária para imunizar o nosso povo dentro do prazo”, disse.

Compra de vacinas pelo estado

Questionado sobre a possibilidade de o estado comprar diretamente dos institutos as vacinas para imunização da população de Alagoas, Renan Filho disse que é inviável devido a uma exigência do Ministério da Saúde para esses casos.

“[O ministro] Pazuello disse que qualquer vacina comprada pelos estados será destinada ao Plano Nacional de Imunização. Então não há razoabilidade de um estado pequeno comprar, doar 98% ao ministério e ficar somente com 2%. Com a decisão tomada pelo ministério, ao meu ver, impossibilita a aquisição de vacinas pelo estado nesse momento”, informou.


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