
Segundo pesquisa do Datasenado, Alagoas é o primeiro estado do nordeste em apostas. Nesse cenário, medidas de jogo responsável são ainda mais importantes - Foto: Ilustração
No fim de 2024, uma pesquisa do Datasenado revelou que 12% da população brasileira realizou apostas nos últimos 30 dias, com destaque para estados como Alagoas e Roraima, que ultrapassaram essa média. Esses números refletem o crescimento do setor de iGaming no país, assim como os benefícios da regulamentação.
Os recentes casos de fraudes e propagandas inadequadas envolvendo bets fez com que muitos setores apontassem as apostas como responsáveis pela queda nos lucros. No entanto, com o mercado completamente regulamentado em 2025 e o uso exclusivo do domínio .bet.br por operadoras licenciadas, a perspectiva agora é de maior transparência e controle. Assim, as taxas arrecadadas e os valores movimentados por esse segmento poderão ser redirecionados para a sociedade, contribuindo para melhorias na infraestrutura e movimentando a economia de maneira sustentável e responsável.
A regulamentação também trouxe avanços significativos no Jogo Responsável (JR). As novas regras exigem que as operadoras implementem ferramentas que protejam os jogadores e estimulem o jogo como entretenimento, o desvinculando da ideia de investimentos e retornos financeiros. Limites de depósito, alertas de tempo e opções de autoexclusão agora são obrigatórios, permitindo que os apostadores mantenham o controle de suas atividades.
De acordo com dados fornecidos pela KTO, o perfil típico dos apostadores no Brasil inclui homens (62%) com até 39 anos (56%) e ensino médio completo (40%). A maioria possui renda de até dois salários mínimos, reforçando a importância das práticas de jogo responsável para evitar impactos financeiros negativos em populações mais vulneráveis.
Com a regulamentação das apostas esportivas, o Brasil está estruturando um mercado mais transparente e controlado, com o objetivo de equilibrar crescimento econômico e práticas de Jogo Responsável. No entanto, muitos influenciadores ainda promovem bets ilegais, com casos recentes por todo o Brasil frisando a importância de apostar somente em casas legalizadas e listadas no SIGAP.
