
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário Aldo Rebelo. Foto: Reprodução/Redes Sociais
O alagoano Aldo Rabelo, 67 anos, natural de Viçosa, vai reforçar a equipe do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Na posse, ele criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem já foi ministro, por suas declarações sobre Israel. No governo de São Paulo, SP, ele entre para fortalecer a ideia de “frente ampla”, que inclui setores mais democráticos a bolsonaristas.
De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, a posse de Aldo Rebelo como secretário de Relações Internacionais na Prefeitura de São Paulo, dá início à reconfiguração do secretariado de Ricardo Nunes (MDB) com vistas à eleição municipal e ajuda o prefeito em duas tarefas —acenar ao bolsonarismo e sinalizar amplitude em seu arco de apoiadores.
Ex-ministro dos governos Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT) e ex-deputado federal (1991-2015), Aldo tem uma trajetória que permite as duas leituras contraditórias. Por um lado, o militante comunista, que fez carreira no PC do B, é listado por Nunes e aliados entre os nomes da esquerda que o apoiam, o que seria uma evidência da frente ampla que o prefeito reivindica, que tem Jair Bolsonaro (PL) na outra ponta.
A escolha de Aldo Rebelo foi elogiada por bolsonaristas, que se identificam com valores que o ex-ministro prega, como nacionalismo, soberania da Amazônia e direito de defesa. O alagoano também tem boa relação com os militares (foi ministro da Defesa) e com o agronegócio.
Aldo Rebelo e Bolsonaro foram colegas na Câmara dos Deputados, jogaram futebol juntos e mantiveram convergência em pautas como o questionamento da atuação de ONGs estrangeiras na Amazônia.
Segundo a Folha, Aldo Rebelo estava de mudança para Maceió. Mas desistiu após ser convencido por emedebistas – incluindo o deputado federal Isnaldo Bulhões Jr- que esteve com ele em São Paulo no final de semana.
