
Foto: Ailton Cruz
Um parecer técnico divulgado pela Agência Nacional de Mineração(ANM) aponta que algumas cavidades geradas pela extração de sal-gema estão sem monitoramento detalhado por parte da Braskem. Além disso, o solo da área afetada segue instável e em processo de afundamento, com risco de novos colapsos.
De acordo com os dados divulgados pela ANM, algumas das 35 minas desativadas (hoje cavernas gigantes e vazias no subsolo) estão sofrendo desabamentos, o que faz com que a cavidade fique mais próxima do solo. O documento, de 26 de janeiro, traz uma série de cobranças e 11 sugestões à Braskem. Ao todo, seis especialistas na área de engenharia de minas e geologia, do grupo de trabalho criado para o caso, assinam o parecer.
Quinze minas não estão pressurizadas, ou seja, não estão preenchidas devidamente, e por isso a cavidade sofre com desabamentos —o que faz, na prática, ela subir em direção ao solo. A mina 18 que colapsou estava nessa condição e aguardava o preenchimento.
A Braskem afirmou que monitora todas as minas, entretanto, não negou as afirmações que apontam o risco de novos colapsos. A empresa diz ter instalado “uma das redes de monitoramento mais modernas e robustas do país, com equipamentos que transmitem informações em tempo real, e todos os dados são compartilhados, também em tempo real, com os órgãos competentes”.
