


Um advogado acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Polícia Federal (PF) investigue o papa Leão XIV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ator Leonardo DiCaprio por suposta participação em esquema internacional de clonagem de DNA.
O caso chegou à Corte e ainda não teve relator sorteado. Segundo o autor da ação, existe uma organização responsável por “clonagem de DNA, controle mental, manipulação genética e substituição de pessoas por clones”.
Além deles, o advogado Kelmo Martins Bandeira afirma que integram o suposto “esquema” a Igreja Católica, Hunter Biden, filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, e familiares de DiCaprio. O autor do pedido classifica o grupo como “666” e “Babilônia”.
Apesar das acusações formuladas na ação, o documento não apresenta evidências científicas ou elementos de prova que sustentem a existência do suposto esquema relatado pelo advogado.
O autor alega que a organização teria mantido pessoas em cativeiro, além de cloná-las, substituí-las e submetê-las a alterações genéticas. A petição também sugere que “a maioria dos artistas baianos”, “a turma do Calcinha Preta” e até “metade da população de São Luís e de Fortaleza” estariam envolvidas ou teriam sido afetadas pelo suposto esquema.
Leia quem seriam as vítimas da organização “666”, segundo o advogado:
“O projeto GENOMA decodificou o código genético dos humanos. A partir daí iniciou-se uma prática de alteração das características físicas da pessoa, incluindo a possibilidade de alteração de sexo e de qualquer característica física”, afirma o advogado, alegando a existência de “práticas cientificamente comprovadas”.
O advogado prossegue: “O estrago é de grande monta. Pessoas começaram a ser assediadas e violentamente tiveram a sua genética clonada. Outra pessoa, acompanhada de robôs, assume a identidade genética e a vida do outro. Geralmente quem pratica o crime no Brasil é membro de facção”.
Em outro trecho da petição, afirma que o empresário Joesley Batista teria aparecido em Barreirinhas (MA) com sexo feminino e “grávida”. Outro ponto é que, para ele, a cantora Marília Mendonça estaria viva e que a pessoa morta no acidente aéreo de 2021 teria sido um clone.
O sistema judiciário não é obrigado a dar andamento a absurdos flagrantes. Mesmo que o processo tenha sido protocolado no STF, se o juiz responsável por analisar a ação considerá-la esdrúxula, inepta ou abusiva, certamente optará pelo não prosseguimento.
Pode haver ainda condenação pela chamada litigância de má-fé. Quando uma das partes entra com ação puramente abusiva, pode ser condenada a pagar multas e a arcar com os custos processuais.
