Acusados da morte da jovem grávida Roberta Dias devem ir a júri popular 11 anos após o crime

Por:
 / Publicado em 04/07/2023

Roberta Dias desapareceu em abril de 2012. — Foto: Arquivo de família

Após um período de 11 anos, os acusados da morte da grávida Roberta Dias vão a júri popular. O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) pronunciou Karlo Bruno Pereira Tavares e Mary Jane Araújo como réus nesse caso.

Mary Jane e Karlo Bruno são respectivamente mãe e amigo de Saulo de Thasso Araújo Santos, pai do filho que Roberta estava esperando. Até o momento, a data exata do julgamento não foi agendada e os dois réus estão em liberdade.

Os dois enfrentarão acusações de homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante e ocultação de cadáver. Mary Jane também será julgada por corrupção de menor, já que Saulo era menor de idade na época do crime.

Saulo não está sendo processado nessa ação penal, sendo mencionado apenas na denúncia feita pelo Ministério Público ao abordar o crime.

Roberta Dias desapareceu em Penedo no início de 2012, após sair de casa para uma consulta médica no Centro da cidade e nunca retornar. As investigações apontam que ela foi sequestrada e levada para uma área deserta, onde foi asfixiada com um fio de som de carro. Em seguida, seu corpo foi enterrado em uma cova rasa, a ossada de Roberta foi encontrada nove anos após o crime.

Durante as investigações, testemunhas relataram que Saulo e sua família teriam pressionado Roberta a fazer um aborto. No entanto, de acordo com a polícia, Saulo afirmou em seu depoimento que mudou de ideia e pretendia assumir a paternidade após um exame de DNA.

Em maio de 2018, o portal G1 teve acesso a um laudo pericial produzido pela Polícia Federal que continha uma gravação de áudio na qual um homem confessava ter ajudado o pai do filho de Roberta a assassiná-la. Segundo o laudo, a confissão foi atribuída a Karlo Bruno.

Mary Jane é acusada de ser a mentora e financiadora do assassinato. Ela teria ligado três vezes para seu filho durante o crime, evidenciando sua participação. Em 2013, Mary Jane foi presa por 61 dias, mas foi posteriormente liberada após o término da prisão temporária.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Contato

Rua José e Maria Passos, nº 25
Centro - Palmeira dos Índios - AL.
(82) 99641-3231
TELEFONE FIXO - ESTUDIO:
(82)-3421-4842
SETOR FINANCEIRO: (82) 3421-2289 / 99636-5351
(Flávia Angélica)
COMERCIAL: 
(82) 99344-9999
(Dalmo Gonzaga)
O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados. Segurança e privacidade
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram
Share via
Copy link
Powered by Social Snap