
Operação Senhor do Sol: empresário do ramo de alimentos é um dos dez presos
A “Operação Senhor do Sol” deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira, dia 10, no Agreste alagoano pelo Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF), com o apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), já cumpriu 10 mandados e apreendeu 35 veículos, sendo oito caminhões baús utilizados para transporte de mercadorias que abasteciam os estabelecimentos comerciais.
Segundo a assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual (MPAL) a ação ainda está em andamento. No cumprimento de mandados de busca e apreensão também foi encontrada uma boa quantia em espécie, até agora contabilizando R$ 800 mil.
O principal alvo, inspirador do nome da operação, o grande empresário do ramo de alimentos na região, Alessandro Amâncio, conhecido como Sandro Amâncio, é um dos presos.
Entre o material apreendido há notas fiscais entre outros. O Cartório do 2º Ofício, de Arapiraca e o Cartório de Olho D’Água Grande, também foram alvos de buscas.
Na Operação “Senhor do Sol” que visa desbaratar uma Organização Criminosa (Orcrim) envolvida em inúmeras fraudes fiscais dentre outros crimes. Ao todo, estão sendo cumpridos 131 mandados de busca e apreensão, 14 de prisões preventivas e 05 de prisões temporárias, na região do Agreste.

Operação Senhor do Sol: empresário do ramo de alimentos é um dos dez presos
Os municípios alvos da operação são: Arapiraca, Craíbas, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Olho D’Agua Grande e Campo Alegre dentre outros. Todos os mandados foram expedidos pela 17a Vara Criminal da Capital, contra pessoas físicas e 41 empresas, até o momento identificadas, sendo 17 estabelecimentos comerciais que realizaram manobras fraudulentas que atingiram valor superior a R$ 108.000.000,00 (cento e oito milhões) de reais em impostos, incluindo juros e multas, atualizados até a presente data.
As empresas envolvidas efetuaram um expressivo volume de vendas sem a emissão de documentos fiscais, entregaram mercadorias em locais diversos dos indicados nos documentos fiscais, realizaram o cancelamento fraudulento de um grande número de documentos fiscais, não recolheram o ICMS por Substituição Tributária de diversas mercadorias comercializadas, usaram artifícios para burlar as regras do regime de benefícios fiscais de atacadistas e constituíram empresas em nome de interpostas pessoas.
Além disso, ocorreram delitos de formação de organização criminosa, falsificação de documentos, lavagem de bens, falsidade ideológica e crimes tributários, dentre outros.
O Gaesf é composto por promotores de Justiça, delegado e agentes da PC/Al, policiais militares e representantes da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Procuradoria Geral do Estado (PGE).
* Com Cada Minuto
