Atentado em feira de Natal na Alemanha: país revive sensação de insegurança e menino de 9 anos é uma das vítimas

Homem leva flores para porta de igreja ao lado de feira de Natal em Magdeburg, no sul da Alemanha, onde um homem atropleou dezenas de pessoas, matando pelo menos 5 e ferindo mais de 40, em 21 de dezembro de 2024. — Foto: Axel Schmidt/ Reuters

O chanceler alemão, Olaf Scholz, visitou neste sábado (21) a cidade de Magdeburg, no sul da Alemanha, onde na sexta-feira (20) um homem invadiu uma feira de Natal e atropelou dezenas de pessoa, matando cinco e ferindo outras 41 com gravidade.

Haseloff afirmou que, além dos cinco mortos — uma delas, uma criança de nove anos — 41 pessoas ficaram "seriamente feridas", algumas em estado grave.

O ataque, o primeiro do tipo em oito anos, fez os alemães reviverem a sensação de insegurança que sentiram durante uma onda de atentados no país em 2016 e 2017 .

"Teremos de falar mais sobre segurança na Alemanha. Mas agora velaremos nossas vítimas", disse o governador do estado da Saxônia-Anhalt, onde houve o ataque, Reiner Haseloff.

Em discurso após visitar o local, Schoz disse que não é hora para divisões, mas garantiu uma resposta para conter uma nova onda de violência. "Vamos responder com toda a força da lei", afirmou. "Mas temos que evitar propagar o ódio. A Alemanha deve se manter unida".

Ao longo desta manhã, várias pessoas acenderam velas e colocaram flores do lado de fora de uma igreja perto do mercado. Um coral de uma igreja de Berlim, cujos membros testemunharam o ataque ao mercado de Natal de 2016, também fez uma apresentação no local nesta manhã.

As feiras de Natal seguem abertas neste sábado em toda a Alemanha com a segurança reforçada, apesar do apelo de alguns setores para que os eventos sejam encerrados mais cedo. Estados como Hessen, Bremen, Baixa Saxônia, Renânia-Palatinado e Schleswig-Holstein estão entre os que intensificaram as medidas de segurança.

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O autor do ataque é um médico saudita que intencionalmente invadiu, com um BMW preto, a feira de Natal, que estava lotada de compradores de fim de ano. Ele foi preso no local do ataque logo após o atentado e levado sob custódia para interrogatório.

O médico, de 50 anos, mora na Alemanha há quase duas décadas, e trabalha em Bernburg, cerca de 40 quilômetros ao sul de Magdeburg, a capital do estado da Saxônia-Anhalt e ccm cerca de 240.000 habitantes.

A ministro do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, disse neste sábado que o médico é islamofóbico. A imprensa alemã ja havia afirmado que o médico saudita se dizia "anti-islã" em suas redes e acusava o governo alemão de querer "islamizar a Europa" ao incentivar a entrada de imigrantes e refugiados vindos de países árabes.

 

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