


Nesta segunda-feira (9), o grupo islâmico Hamas, que bombardeou Israel no último sábado (7), iniciando uma guerra com o país, afirmou que está aberto a discutir uma trégua, tendo “alcançado seus objetivos”. O integrante de alta patente do Hamas, Moussa Abu Marzouk, disse à rede de notícias árabe “Al Jazeera”, que está aberto a “algo desse tipo” e a “todos os diálogos políticos”.
Após ser perguntado se o grupo estaria disposto a discutir um possível cessar-fogo, o integrante de alta patente do Hamas, Moussa Abu Marzouk, disse à rede árabe “Al Jazeera” que ele está aberto a “algo desse tipo” e a "todos os diálogos políticos".
Antes disso, o Hamas, classificado como terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia, ameaçou matar um refém civil a cada novo bombardeio israelense contra casas civis em Gaza sem aviso prévio. “As execuções serão de reféns, civis, não militares, e serão transmitidas online”, disse Abu Obeida, porta-voz das brigadas Al Qassam, o braço armado do Hamas, em um comunicado.
O Almirante Daniel Hagari, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) declarou que as tropas do país retomaram o controle das comunidades ao redor da Faixa de Gaza e que não há mais conflito entre as FDI e o Hamas.
Hoje, a cidade de Gaza teve um campo de refugiados palestinos atingido por ataques aéreos de Israel. Segundo um sobrevivente do campo, eles foram atingidos sem aviso prévio. “Era um F-16. Não houve aviso, nada. E você pode ver a destruição, veja por si mesmo”, disse o homem à Reuters, que informou que não há abrigos antiaéreos oficiais para momentos de guerra em Gaza.
Até o momento, inúmeras pessoas foram deslocadas em Gaza, enquanto o FDI continua a atacar as posições do Hamas na faixa, de acordo com a Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas (UNRWA, em inglês) no último domingo.