
Brasília- Reprodução Internet
Neste 21 de abril, Brasília celebra 66 anos consolidada como a maior expressão do modernismo mundial. A capital federal, inaugurada em 1960, permanece como o símbolo máximo da transferência do poder para o centro do país, fruto de um projeto que uniu a visão política de Juscelino Kubitschek ao rigor urbanístico de Lúcio Costa. O que começou como uma proposta de última hora em um concurso público tornou-se o primeiro conjunto urbano moderno a ser reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Mas, diferentemente dos anos recentes, os brasilienses não terão a tradicional megafesta com palcos espalhados e grandes artistas nacionais.
A ausência das celebrações em 2026 é resultado de uma decisão da governadora Celina Leão (PP), anunciada em sua cerimônia de posse, no fim de março. Sob o argumento de aperto nas contas públicas, ela cancelou os eventos financiados pelo Governo do Distrito Federal, que custariam cerca de R$ 25 milhões aos cofres públicos.
A ordem foi oficializada em edição extra do DODF (Diário Oficial do Distrito Federal). No despacho, a governadora rejeitou um pedido de crédito suplementar feito pela Secretaria de Turismo para viabilizar as comemorações.
Como consequência da restrição, a governadora redirecionou a verba e priorizou a saúde, iniciando o processo para a contratação temporária de 130 médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade. Apenas eventos paralelos e de menor custo, como a missa na Catedral e a Maratona de Brasília, foram mantidos.
