
Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
De acordo com as informações do Censo Demográfico 2022: Tipos de domicílios coletivos, improvisados, de uso ocasional e vagos, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6), o Brasil tem 479 mil pessoas morando em penitenciárias e centros de detenção, o que corresponde a 0,2% do total da população brasileira (203.080.756 de habitantes).
Vale destacar que a pesquisa não investiga a relação do morador com o domicílio coletivo. Ou seja, não significa que todos os residentes são presos, um morador de um presídio pode ser, por exemplo, um agente penitenciário.
Para contabilizar os moradores de presídios, o IBGE considerou o preso como morador caso houvesse alguma condenação, ou se a detenção durasse há mais de 12 meses.
O Sudeste tem maior número de residentes em penitenciárias e centros de detenção no país, com 249.085. Seguido pelo Nordeste (78.966), Sul (70.263), Centro-Oeste (48.147) e Norte (32.730).
Ainda no recorte dos domicílios coletivos relacionados à privação de liberdade, há o predomínio de homens, com cerca de 96% (459.790) do total de moradores de penitenciárias e 96,2% (7.228) dos moradores de unidades de internação de menores. Enquanto as mulheres são 4% (19.401) nos presídios e 3,8% (286) nas unidades de internação de menores.
As faixas etárias mais comuns nas prisões são as entre 20 e 29 anos, com 40,7% (194.996) dos moradores, seguida da faixa entre 30 e 39 anos, com 34,7% (166.089).
Segundo dados do IBGE, a taxa de analfabetismo nos domicílios do tipo penitenciárias é de 6,6%, um pouco menor ao verificado na média da população brasileira (7%).
