


A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 registrou 98.705 denúncias de violência contra mulheres entre janeiro e julho de 2026, segundo o Painel de Dados do Ligue 180, mantido pelo Ministério das Mulheres e atualizado pela última vez em 31 de julho. O número representa uma alta de 14,7% em relação às 86.025 denúncias registradas no mesmo período de 2025.
Na prática, foram 12.680 denúncias a mais nos primeiros sete meses deste ano. Entre os meses de 2026, março concentrou o maior número de denúncias, com 16.864. Outra situação destacada nos números, é que a maior parte das denúncias se enquadra na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
O ambiente doméstico aparece como o principal cenário dos casos relatados ao Ligue 180. Em 39.436 denúncias, a violência ocorreu na casa da vítima. Em outras 31.309, aconteceu na residência compartilhada por vítima e suspeito. Juntos, os dois locais concentram 70.745 denúncias, o equivalente a 71,7% de todas as denúncias registradas em 2026, além de 425.900 violações.
Na sequência aparecem a casa do suspeito, o ambiente virtual, via pública, o local de trabalho da vítima e a casa de familiares. O tempo de duração dos episódios mostra ainda que muitas mulheres procuram o serviço depois de conviver com a violência por períodos prolongados. Em 36,3% do total de casos, a agressão já durava havia mais de um ano.
A Central de Atendimento à Mulher é gratuita e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço pode ser acionado pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180 ou pelo e-mail central180@mulheres.gov.br. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
