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Veja ranking das 10 cidades e dos estados mais violentos, segundo dados do Anuário de Segurança

Rádio Sampaio com G1
Publicado 23/07/2026

As dez cidades com mais mortes violentas do Brasil estão no Nordeste, aponta o Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta quinta-feira (23). A metade dos dez municípios está na Bahia, outros três no Ceará, um em Pernambuco e um na Paraíba.

A liderança do ranking permanece com Maranguape (CE), município mais violento em 2025: são 100,3 mortes violentas intencionais cometidas a cada 100 mil habitantes, uma alta em comparação às 80 por 100 mil registradas em 2024.

Três cidades da Bahia estão entre as cinco primeiras: Eunápolis, em segundo (taxa de 85,1), Porto Seguro, em quarto (71,2) e Simões Filho, em quinto (68,1).

Veja o ranking:

Lista mostra os dez municípios mais violentos do país em 2025 — Foto: Arte/g1

Lista mostra os dez municípios mais violentos do país em 2025 — Foto: Arte/g1

🔎 São classificadas como mortes violentas intencionais: homicídios dolosos (com intenção de matar), feminicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), lesões corporais seguidas de morte e mortes cometidas por policiais.

 Amapá é o estado mais violento, Santa Catarina, o menos

Entre os estados, o Amapá se mantém como o mais violento do país, mesmo com redução de 6% na taxa de 2024 para 2025: passou de 45,2 mortes a cada grupo de 100 mil habitantes para 42,5.

O topo do ranking estadual segue o mesmo em comparação a 2024, apesar de quedas nas taxas:

  • Em 2º lugar, a Bahia viu a taxa reduzir 10%: sair de 40,7 para 36,8;
  • No 3º lugar, o Ceará teve queda de 7,5% na taxa de mortes violentas, de 37,5 para 34,7.

A parte inferior do ranking, com os estados menos violentos, sofreu uma mudança: Santa Catarina passou a ter a menor taxa de mortes violentas do país: 7,6 a cada 100 mil habitantes.

Com o número, o estado do Sul substitui São Paulo como aquele que tem menos mortes violentas. São Paulo registrou taxa 7,8 mortes violentas a cada 100 mil habitantes.

Em todo o país, 19 estados e o Distrito Federal tiveram queda nas taxas, enquanto sete deles apresentaram alta.

Veja no infográfico abaixo:

Mapa mostra a taxa de mortes violentas em cada estado e no Brasil — Foto: Arte/g1

Mapa mostra a taxa de mortes violentas em cada estado e no Brasil — Foto: Arte/g1

As conclusões do Anuário de Segurança Pública de 2025:

Os feminicídios bateram recorde em 2025, o que vai na contramão da redução das mortes violentas como um todo. Quatro mulheres foram mortas por dia, em média;

O Brasil registrou o menor número de assassinatos desde 2012, quando começou o levantamento do Fórum. Foram 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024 (veja MAPA das cidades e estados mais violentos);

O país teve, pela primeira vez, taxa de mortes violentas abaixo de 20: ficou em 19,1. É o menor número registrado no histórico feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública;

Outros indicadores de violência contra a mulher registraram alta: mais casos de violências psicológicas (17%), stalking (30%), descumprimento de medida protetiva (17%) e ameaças (0,5%). O Brasil teve três tentativas de feminicídio para cada crime consumado ao longo de 2025;

As dez cidades mais violentas no país ficam no Nordeste, metade na Bahia. Maranguape (CE) lidera ranking pelo 2º ano seguido e foi o único município a superar a taxa de 100 mortes violentas por 100 mil habitantes;

Santa Catarina registrou 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes e se tornou o estado com a menor taxa do país. São Paulo ocupava essa posição desde 2014;

As mortes cometidas por policiais aumentaram 5% no ano passado, enquanto o número de policiais mortos caiu 3%;

Os registros de produção, posse ou distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil cresceram 25%;

Os casos de bullying e cyberbullying cresceram mais de 60% entre jovens. Isso ocorre após a criação de tipo penal específico, em 2024;

A quantidade de adolescentes que cumprem medida socioeducativa no Brasil caiu 54% em 9 anos: são 12,2 mil jovens, a maioria meninos (93%), negros (74%) e entre 16 e 18 anos (76%). As ocorrências mais comuns são roubo (29%) e tráfico de drogas (28%);

O número de pessoas no sistema prisional cresceu 6% e chegou a 964 mil. O estudo prevê que, se for mantida a tendência, o Brasil pode bater 1 milhão de presos já em 2027;

Há 2,1 milhões de empresas e pessoas autorizadas a ter armas — desse total, 1 milhão têm licença de CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) — e 1,6 milhão de armas cadastradas. Três em cada 10 armas estão com registro vencido.

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