


A startup de IA Midjourney anunciou seu primeiro projeto de hardware em um evento em São Francisco, detalhando uma mudança inesperada para as indústrias de saúde pessoal e médica. O CEO David Holz revelou o que descreveu como uma “máquina de ultrassom de corpo inteiro” chamada Midjourney Scanner:
— Nenhum dispositivo desse tipo jamais foi construído até agora — disse enquanto apresentava a nova tecnologia que, segundo ele, pode ser superior à ressonância magnética em diversos aspectos.
— Nosso objetivo é construir uma frota de 50 mil desses scanners — disse Holz, recusando-se a especificar quanto o produto custará.
As máquinas, que exigem que os usuários fiquem parcialmente submersos em água, estrearão em locais chamados “Midjourney Spa”, com a primeira unidade em um espaço de 2,3 mil metros quadrados em São Francisco, nos Estados Unidos, que incluirá banheiras de hidromassagem, saunas, banhos de imersão fria e uma academia, entre outras comodidades.
O scanner de corpo inteiro promete gerar imagens tridimensionais do organismo em apenas 60 segundos, sem radiação e sem a necessidade de contraste.
Especialistas, no entanto, observam que essas comparações ainda precisam ser validadas de forma independente e que o equipamento ainda não recebeu aprovação da FDA, órgão regulador dos Estados Unidos, para utilização diagnóstica completa.
A proposta é criar um novo modelo de medicina baseado no monitoramento contínuo da saúde, permitindo identificar alterações no organismo antes mesmo do aparecimento de sintomas.
A grande ambição da empresa vai além da tecnologia.
A proposta é criar um novo modelo de medicina baseado no monitoramento contínuo da saúde, permitindo identificar alterações no organismo antes mesmo do aparecimento de sintomas.
Se essa visão se concretizar, exames periódicos poderiam deixar de ser realizados apenas quando há suspeita de doenças e passariam a funcionar como um verdadeiro acompanhamento em tempo real do corpo humano.
