
O empresário Fernando Sarney, filho mais velho do senador José Sarney, em Brasília (Dida Sampaio/AE/VEJA)
Nomeado interventor da CBF nesta quinta-feira (15) por decisão judicial, Fernando Sarney promete convocar eleições com a maior brevidade possível. Primeiro, quer "sentar a bunda na cadeira um ou dois dias" para tomar pé da situação, mas sem mudanças radicais.
— Estou assinando termo de posse no TJ e depois vou à CBF. Vamos lá para fazer eleição com o menor prazo possível. Temos que fazer uma transição democrática — disse Sarney em contato com o ge.
Sobre o acerto com Carlo Ancelotti, que foi alvo de um dos questionamentos de Sarney em sua ação no TJ-RJ, o interventor lembrou que a petição na Justiça tratava do que via como "manobra diversionista" de Ednaldo Rodrigues no meio da crise na CBF.
— Não vou mexer com isso, não. O futebol segue a sua vida. Sou apenas transitório - afirmou.
— Meu objetivo é no menor espaço de tempo fazer a eleição, primeiro vou sentar a bunda na cadeira um, dois dias. Resolver isso para acabar com isso, essas brigas na Justiça.
Em sua petição ao TJ-RJ na noite de segunda-feira, os advogados de Fernando Sarney criticaram o anúncio da contratação de Carlo Ancelotti, feito na manhã do mesmo dia.
— Agora, ao que parece, como uma tentativa de “emparedar” a atuação jurisdicional sobre a irregularidade de sua manutenção na direção da CBF, às pressas, por ordem de Edinaldo Rodrigues a CBF anunciou a contratação milionária do técnico Carlo Ancelotti — diz trecho do texto.
