
Netflix anuncia acordo de compra da Warner Bros. Discovery. — Foto: Reprodução/Instagram
A Warner Bros. Discovery decidiu rejeitar, por unanimidade, a proposta de compra apresentada pela Paramount Skydance, avaliada em US$ 108,4 bilhões. A decisão foi tomada na última quarta-feira (7) pelo conselho de administração da empresa, que considerou a oferta arriscada e menos vantajosa do que o acordo de fusão já acertado com a Netflix no mês anterior.
Segundo a Warner, a proposta da Paramount dependeria de alto nível de endividamento, aumentaria as incertezas quanto à conclusão do negócio e ofereceria pouca proteção aos acionistas. Diante disso, o conselho recomendou novamente que os investidores rejeitem a investida e reafirmou o apoio à fusão com a Netflix, avaliada em cerca de US$ 82,7 bilhões.
A disputa envolve o controle de um dos catálogos mais valiosos de Hollywood. A Warner é proprietária de marcas e franquias de grande peso no entretenimento mundial, como HBO, Friends, Harry Potter, Batman, Super-Homem, Looney Tunes e séries consagradas como The Sopranos, Sex and the City e Succession.
O acordo com a Netflix prevê a compra dos estúdios de produção e do serviço de streaming da Warner, enquanto os canais a cabo, como a CNN, seriam separados em uma nova empresa de capital aberto chamada Discovery Global. Já a proposta da Paramount envolvia a aquisição integral da Warner, com pagamento superior por ação, mas com maior risco financeiro.
Apesar do valor mais alto apresentado pela Paramount, a Warner avaliou que a proposta da Netflix oferece maior estabilidade e previsibilidade. O acordo também inclui cláusulas de proteção, como multas bilionárias em caso de reprovação por órgãos reguladores.
A conclusão do negócio ainda depende da aprovação dos acionistas da Warner e da análise de autoridades regulatórias, especialmente nos Estados Unidos. Há preocupações sobre possíveis impactos concorrenciais, já que a Netflix ocupa posição dominante no mercado de streaming, o que pode gerar exigências, restrições ou até o bloqueio da operação.
A disputa entre os gigantes do entretenimento tem potencial para afetar todo o mercado de streaming, com especialistas apontando que a consolidação pode influenciar preços, planos de assinatura e a oferta de conteúdos no futuro. A expectativa é de que uma decisão final só ocorra após a análise regulatória, processo que pode se estender ao longo de 2026.
