
Marcha dos Prefeitos de 2023 - Foto: Divulgação
A 25ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília, que começa nesta segunda-feira (20) e se estende até quinta-feira (23), vai priorizar o debate sobre a desoneração da folha de pagamento dos municípios com até 156 mil habitantes. Governo e Senado anunciaram um princípio de acordo, mantendo para 2024 a alíquota de 8%, estabelecida pela Lei que prorrogou o benefício até 2027, mas que foi judicializada pela Advocacia-Geral da União (AGU) sob a justificativa de que não há previsão de impacto nem medidas de compensação fiscal, como prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A ideia é que a reoneração das prefeituras e dos 17 setores da economia seja feita de forma gradual ao longo dos próximos anos, mas o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que a dinâmica ainda será debatida no Congresso.
A desoneração da folha de pagamento é um mecanismo estabelecido em 2012 para substituir a contribuição previdenciária patronal sobre os salários. A medida foi criada como um estímulo aos setores de mão de obra intensiva e como amparo aos municípios menos populosos.
Antes, as empresas contribuíam com 20% da folha de salários, percentual que foi substituído por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. No caso das prefeituras, a desoneração diminuiu os impostos sobre a folha, de 20% para 8%. Aprovada no ano passado, a lei que prorroga o benefício foi alvo de veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na semana passada, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e lideranças municipalistas se reuniram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para tratar da questão. Inicialmente, os prefeitos se articularam para apresentar as demandas por meio de um alteração, protocolada por Alessandro Vieira (MDB-SE), à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2024, que trata da renegociação das dívidas previdenciárias dos municípios.
A emenda prevê um escalonamento da alíquota de 8% em 2024, ampliando para 10%, em 2025; 12%, em 2026; e 14% a partir de 2027. Além disso, o desejo dos municípios é que o benefício seja estendido a todas as prefeituras.
Ao Correio Braziliense, o secretário-executivo da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Gilberto Perre, garantiu que há um consenso entre as entidades municipalistas na contraproposta apresentada. Ele acredita que o meio-termo que Efraim busca costurar com as prefeituras para a redação da matéria terá essa contraproposta como ponto de partida.
"Para cidades de até 156 mil habitantes, é ótimo que esse acordo aconteça. Porque essas cidades, de fato, merecem essa desoneração que já estava ocorrendo desde janeiro, e a situação fiscal dos municípios é muito complexa. Agora, permanece ainda uma dúvida em relação aos municípios acima de 156 mil habitantes. Nós temos 29 municípios com população maior que estão no regime geral e, desde o início desse debate, a FNP tem se posicionado no sentido de que a medida deve atender a todos os municípios do regime geral. Qualquer recorte populacional que se estabeleça não é justo. Não dá mais para tratar municípios populosos como necessariamente municípios ricos, e municípios menos populosos como municípios pobres. Todos conhecemos muitas cidades populosas e muito pobres", pontuou Perre.

Gisele Bündchen compartilhou um carrossel de fotos que mostram o antes e depois de lugares atingidos pelas enchentes
Desde que o Rio Grande do Sul começou a enfrentar a maior catástrofe climática da região que, segundo o último boletim da Defesa Civil, deixou 90 mortos e mais de 1,3 milhão de pessoas afetadas, artistas e influenciadores vem se mobilizando por doações, especialmente aqueles que são daquele estado.
A super modelo Gisele Bündchen compartilhou um carrossel de fotos que mostram o antes e depois de lugares atingidos pelas enchentes e pediu doações para o Rio Grande do Sul. Nos stories, ela publicou um reels com um link e a frase "estou ajudando, mas eles precisam de toda ajuda possível".
Ronaldinho Gaúcho relatou que está na região atingida, acompanhando de perto e compartilhou o canal de doação. "O foco está em ajudar a resgatar às famílias que estão ilhadas e tentando sobreviver. Convoco o Brasil e o mundo inteiro a se juntarem a nós nessa campanha solidária", escreveu.
O ator e cineasta Werner Schunemann mora em Porto Alegre e também compartilhou o canal de ajuda e fez um relato sobre a situação que está passando após as enchentes. "Eu estou a luz de velas na casa aqui em Porto Alegre. Sem água!", desabafou.
As atrizes Sheron Menezes e Vitoria Strada também atentaram a população para a necessidade de doação de água. Vitoria fez um grupo com vários colegas de profissão para disponibilizar um pix como canal de doação.
Valéria Barcellos pediu ajuda da população e chamou atenção para a necessidade de doação de roupas íntimas. No feed, ela gravou um vídeo e, em trecho da legenda, escreveu: "A situação no nosso estado está caótica! Precisamos de toda ajuda possível!"
Fernanda Lima, Xuxa Meneghel, Rodrigo Hilbert e Bárbara Paz também publicaram em suas redes sociais links e canais para ajudar às vítimas do maior desastre climático da região.
Já a cantora Luísa usou as redes sociais para fazer um desabafo. Gaúcha nascida na cidade de Tuparendi, interior do estado, a artista afirmou que tem sido difícil lidar com a situação caótica porque “está todo mundo igual barata tonta” e que tem colaborado junto à organizações não governamentais.
Nos stories, do Instagram, Sonza ainda publicou vídeos que ilustram a situação caótica. "É um colapso. Faliu o estado do Rio Grande do Sul. O que tem realmente ajudado as pessoas agora são algumas ONGs e, principalmente, a iniciativa de algumas pessoas que tem aviões".
