
População questiona resultado das eleições | Reprodução/redes sociais
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mobilizou as Forças Armadas e determinou o aumento de patrulhas policiais no país. A medida, que passa a valer a partir desta quarta-feira (31), tem como objetivo conter os protestos que questionam os resultados da eleição presidencial, que apontou o líder venezuelano como vencedor.
“Vivemos uma tentativa de desestabilização na Venezuela, tudo isto contra a paz do povo, dos cidadãos e das instituições. A batalha do 28 de julho é uma batalha definitiva contra o fascismo, o ódio, a intolerância, e aqueles que querem impor uma guerra civil na Venezuela, um golpe de Estado, e que querem fomentar a divisão no país”, disse Maduro.
A contestação do resultado do pleito acontece em meio aos rumores de que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), favorável a Maduro, tenha fraudado a apuração. A apuração também é questionada por governos internacionais, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Argentina, Uruguai, Equador, Peru e Colômbia, além da União Europeia. Todos pedem a divulgação das atas – boletins das urnas –, que mostrarão a veracidade da contagem de votos. O mesmo foi solicitado pelo Brasil.
Com a repercussão, moradores começaram a protestar contra a vitória de Maduro. Os atos se estendem por todas as regiões do país, provocando confronto entre manifestantes e policiais, bem como deterioração do patrimônio público, como as estátuas relacionadas ao regime de Maduro. Até o momento, 11 pessoas foram mortas e mais de 700, presas.
Em meio aos protestos, foram derrubadas cinco estátuas em homenagem a Hugo Chávez, que governou o país de 1999 até sua morte, em março de 2013.

Militares atuam como apoio as estratégicas de combate do ICMBio | Joédson Alves/Agência Brasil
Ao todo, 80 agentes da Força Nacional mobilizados para combater incêndios florestais no Pantanal já chegaram ao Mato Grosso do Sul.
Os bombeiros militares estão divididos entre os municípios de Corumbá e Paconé, atuando em apoio ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conforme portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
As operações visam combater as chamas, mas também o desmatamento, possíveis invasões de áreas federais e a extração ilegal de minério e madeira na região pantaneira, sobretudo nas áreas de responsabilidade do instituto. Para isso, serão utilizados diversos recursos, incluindo caminhões de combate a incêndios, drones, geradores de energia, dispositivos de geolocalização (GPS) e medidores de clima.
Em nota, o MJSP afirmou estar "desenvolvendo um projeto para ampliar a estrutura da Força no salvamento e resgate durante desastres climáticos como secas, enchentes e queimadas". Será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A iniciativa contará com suporte técnico e de inteligência da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), além de incluir o Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom) no planejamento.
Incluirá a criação de pontos de apoio em todas as regiões do país para acelerar o envio de equipamentos e facilitar o transporte de agentes. Além disso, um novo setor especializado será formado dentro da Força Nacional, com bombeiros militares indicados pelo Ligabom, e financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), segundo explicou a pasta.
O número de focos de incêndio no pantanal este ano, até junho, já supera o que foi queimado durante o mesmo período de 2023.
Segundo Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, apenas no primeiro semestre (até 26 de junho), foram registrados 3.426 focos de incêndio no Pantanal. O número está muito acima do normal e superior, inclusive, ao volume registrado em 2020, ano dos maiores incêndios já registrados na região.

Fachada do Congresso Nacional — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O Congresso terá uma semana pós-Páscoa esvaziada com os parlamentares em suas respectivas bases eleitorais às vésperas do fim da janela partidária.
A janela partidária é o período de um mês em que deputados e vereadores podem trocar de partido sem perderem o mandato. Este ano, o prazo vai até o dia 5 de abril, próxima sexta-feira.
A janela deste ano vale apenas para vereadores, já que eles estão no último ano do mandato e as eleições de outubro serão municipais. Em 2026, ano de eleições nacionais, será a vez dos deputados.
Impacto em 2026
Apesar de a janela deste ano valer apenas para vereadores, os deputados e senadores acabam se envolvendo no processo e se deslocam para suas respectivas bases eleitorais. Um dos motivos é o fato das eleições municipais serem importantes para o resultado das urnas em 2026.
Quanto mais vereadores e prefeitos aliados forem eleitos em outubro, mais fácil fica a reeleição do deputado federal daqui a dois anos, porque os políticos locais é que vão dar palanque nas eleições nacionais.
“O melhor preditor que existe para eleição da Câmara dos Deputados é a eleição municipal. Ter uma boa base de vereadores e prefeitos nas suas regiões eleitorais aumenta significativamente a chance de se eleger deputados daqui a dois anos”, explica o cientista político Cláudio Couto.
Os parlamentares também enviam emendas para seus redutos eleitorais, um dos principais fatores que dão credibilidade a deputados e senadores nas negociações por alianças e filiações de novos vereadores.
Outro ponto, que faz com que as eleições municipais se relacionem diretamente com o Congresso é a busca por aliados ocupando cargos nos municípios, que pode dar força aos partidos dentro do parlamento.
Janela partidária
Na prática, a janela partidária permite aos vereadores que queiram se reeleger ou se candidatar ao cargo de prefeito mudar de partido sem perder o cargo.
O prazo da janela se encerra um dia antes da data limite para que candidatos estejam filiados a um partido político e possam assim concorrer às eleições. Este ano, o prazo se encerra no dia 6 de abril.
Fora da janela partidária, vereadores e deputados só podem mudar de partido se:
o partido tiver sido incorporado ou fundido a outro ;
o político estiver migrando para um partido recém-criado ;
for verificado desvio no programa partidário ;
o político tiver sofrido grave discriminação pessoal no partido.

Jair e Michelle Bolsonaro- Foto: Sergio Lima / AFP
O ex-presidente Jair Bolsonaro desembarcará em Maceió, acompanhado de sua esposa, Michele Bolsonaro. De acordo com lideranças do PL, o casal cumprirá uma agenda de dois dias na capital e participará de um encontro no dia 6 de abril.
O prefeito João Henrique Caldas, presidente do PL em Alagoas, e sua mãe, a suplente de senadora Eudócia Caldas, estão usando as redes sociais e mobilizando bolsonaristas e filiados do PL no estado.
Nos bastidores políticos da capital, comenta-se que JHC aposta na força do ex-presidente como seu principal cabo eleitoral nas eleições deste ano. Além disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), terá uma participação importante e deverá indicar o vice na chapa do atual prefeito.
