Reprodução: Portal Hospitais Brasil

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió informou que equipes do Ministério da Saúde (MS) visitarão a cidade, devido ao aumento dos casos de meningite na capital alagoana.

Maceió já registrou 19 casos de meningite este ano, com cinco mortes confirmadas. A visita tem como objetivo avaliar as ações necessárias para controlar o avanço da doença, com foco especial nos casos de meningite B, que afetam predominantemente crianças.

Embora a data da visita das equipes do Ministério da Saúde ainda não tenha sido definida, a SMS informou que o cronograma das atividades está em fase de elaboração. A visita é esperada com a intenção de coordenar esforços para enfrentar a situação.

Dentre os 19 casos de meningite registrados, foram identificados 5 casos de meningite meningocócica Tipo B, 3 casos de doença meningocócica, 1 caso de doença meningocócica com identificação de sorogrupo pendente, 4 casos de meningite bacteriana não especificada, 3 casos de meningite pneumocócica e 2 casos de meningite viral. Não foram registrados casos de meningite por hemófilo ou fúngica.

Os óbitos incluíram um menino de 1 ano, residente no bairro Jatiúca, que faleceu devido à meningite meningocócica tipo B; um menino de 6 meses, do bairro Petrópolis, também vítima de meningite meningocócica tipo B; um menino de 2 anos, do bairro Benedito Bentes, que morreu em decorrência de meningococcemia; um menino de 1 ano, também do Benedito Bentes, vítima de meningite meningocócica tipo B; e uma menina de 1 ano, residente no bairro Trapiche da Barra, que faleceu por meningite meningocócica, com o sorotipo ainda aguardando confirmação.

Em reunião realizada no dia 26 de julho, o Ministério da Saúde declarou surto de doença meningocócica em Maceió e destacou a necessidade de medidas de diagnóstico precoce, incluindo a coleta de sangue nas UPAs, conforme recomendado. Especialistas também pediram a inclusão da vacina contra a meningite no Sistema Único de Saúde (SUS) para menores de dois anos, visando melhor controle da doença em Alagoas.

Foto: Karl Tapales/Getty Images

A partir de amanhã (27), inicia-se a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite 2024, que tem como objetivo conter o risco de reintrodução da doença no Brasil. A campanha vai até o dia 14 de junho e ocorre em todo o território nacional.

A vacina contra a poliomielite é a única forma de se prevenir contra a doença, que é contagiosa e pode infectar crianças e adultos através do contato direto com fezes ou secreções de pessoas doentes. Em casos mais graves, a enfermidade pode levar até mesmo à paralisia infantil.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), desde 2016 que a cobertura vacinal tem apresentado resultados abaixo da meta de 95%.

Cuidados

As recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) são de que crianças com febre moderada e alta, acima de 38°C, não tomem a vacina e adiem a imunização até que haja uma melhora.

Se a pessoa vacinada apresentar sintomas graves ou inesperados, é preciso falar ao serviço que aplicou a vacina. No caso da Vacina Oral Poliomielite (VOP), se ocorrer diarreia ou vômitos, é recomendado que a vacinação seja adiada ou que se repita a dose após quatro semanas. Aconselha-se também que haja uma interrupção da amamentação por cerca de uma hora antes e depois da administração da vacina.

Tipos de vacina

Além da já mencionada VOP, que contém o vírus enfraquecido e é administrada por via oral, através de gotinhas, existe a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que contém o vírus morto e é administrada via intramuscular. A partir do segundo semestre deste ano, o Ministério da Saúde começará a substituir a VOP pela VIP  de maneira gradual.

A decisão do MS veio depois de uma discussão e aprovação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (Ctai), que considerou evidências científicas recentes para proteção contra a enfermidade.

Esquema de doses

A VIP é aplicada em três doses no primeiro ano de vida da criança, nas idades de 2, 4 e 6 meses. A VOP é constituída por doses de reforço aos 15 meses de vida e aos 4 anos de idade. Há também campanhas de vacinação para crianças de 1 a 4 anos.

Depois que a transição apenas para a VIP seja feita, haverá apenas as três primeiras doses e um reforço aos 15 meses de vida da criança.

Contraindicações

A VOP é contraindicada para mulheres gestantes; pessoas que sofreram anafilaxia depois do uso de componentes da fórmula, como antibióticos, neomicina, polimixina e estreptomicina. pessoas que desenvolveram pólio vacinal depois da dose anterior; pessoas com deficiência no sistema imunológico; portadores do vírus da Aids; e pessoas que convivem com imunossuprimidos.

A VIP é contraindicada para quem tem história de anafilaxia à dose anterior da vacina ou a algum de seus componentes.

Vacina Qdenga | Foto: reprodução

A partir de amanhã (1°), o Ministério da Saúde irá começar a distribuir o novo lote da vacina contra a dengue. Nesta nova etapa da distribuição, 154 municípios pré-selecionados serão beneficiados. O imunizante tem como público-alvo as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que concentram a maior proporção de internação por dengue.

“A distribuição da terceira remessa tem como meta expandir a vacinação para novas regiões de saúde, buscando assegurar um acesso mais abrangente da população-alvo à primeira dose”, diz o comunicado do ministério.

O esquema vacina contra a dengue é formado por duas doses que devem ser aplicadas com um intervalo de três meses entre elas.

Todas as cidades escolhidas pertencem a 11 regiões de saúde com população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, com altas taxas de transmissão nos últimos meses. Estão inclusos os municípios de São Paulo (SP); Recife (PE); as cidades mineiras de Betim, Uberlândia e Uberaba; além de localidades de Santa Catarina e do Espírito Santo.

Foto: Divulgação/Governo Federal

Balanço do Ministério da Saúde indica que o programa Mais Médicos registrou aumento de 105% no número de profissionais atuando em 2023. Com 28,2 mil vagas preenchidas em 82% do território nacional, 86 milhões de pessoas, segundo a pasta, foram beneficiadas pelo programa. Ao longo desse período, 744 novos municípios passaram a ser atendidos.

Os números mostram ainda que todos os 34 distritos sanitários indígenas foram integrados ao Mais Médicos. “Um avanço importante diante da desassistência enfrentada por essa população nos últimos anos”, avaliou o ministério. No território Yanomami, o número de profissionais passou de nove para 28. Ao todo, 977 novos profissionais atuam na saúde indígena.

Ainda segundo a pasta, 41% dos participantes desistiram do programa em edições anteriores, “por falta de perspectiva profissional”. “A partir da retomada, em 2023, o Mais Médicos trouxe aos profissionais oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento, além de incentivos e benefícios”.

O Mais Médicos é classificado pelo governo federal como uma grande estratégia nacional para a formação de especialistas. A expectativa é que, nos próximos anos, cada equipe de saúde da família passe a contar com um especialista. Atualmente, o país registra mais de 50 mil equipes de saúde da família e mais de 10 mil médicos de família e comunidade.

Aedes aegypti — Foto: Divulgação

O Brasil bateu recorde de mortes por dengue no ano de 2023. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan online), revelam que foram 1.079 mortes pela doença até esta quarta-feira (27).

Na série histórica divulgada pela pasta, também com base no Sinan, o maior número de óbitos no período de um ano completo ocorreu em 2022, quando chegou a 1.053 registros. Em seguida, vem o ano de 2015, com 986 mortes.

Questionado sobre o recorde, o Ministério da Saúde informou que, com a previsão de aumento de casos, cerca de 11,7 mil profissionais de saúde foram capacitados em 2023 para manejo clínico, vigilância e controle de arboviroses, que são infecções causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos.

“O Ministério da Saúde vai investir R$ 256 milhões no fortalecimento da vigilância das arboviroses. O momento é de intensificar os esforços e as medidas de prevenção por parte de todos para reduzir a transmissão das doenças. Para evitar o agravamento dos casos, a população deve buscar o serviço de saúde mais próximo ao apresentar os primeiros sintomas”, diz a nota.

Ainda segundo a pasta, foi incorporada, no último dia 21, a vacina contra dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, não será utilizada em larga escala em um primeiro momento, já que o laboratório fabricante, Takeda, afirmou que tem uma capacidade restrita de fornecimento de doses. A vacinação será focada em público e regiões prioritárias, com definição de estratégias de utilização das doses disponíveis prevista para ocorrer nas primeiras semanas de janeiro.

Aedes aegypti — Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (21/12), a decisão de incorporar a vacina Qdenga, contra a dengue, ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal”, destaca a pasta. De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a vacinação deve começar em fevereiro.

A farmacêutica que fabrica o imunizante, Takeda, informou que a capacidade de fornecimento de doses ainda é limitada. Dessa forma, ainda não será possível disponibilizar a vacina em larga escala em um primeiro momento.

“Teremos que priorizar áreas e grupos mais vulneráveis”, disse a ministra. “Estamos discutindo uma transferência de tecnologia com a empresa, e é muito provável que consigamos um resultado positivo. Temos dois grandes laboratórios, Butantan e Fiocruz, com capacidade de produção para chegarmos à escala de que nosso país e população precisam.”

“Agora, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) trabalhará junto à Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) para definir a melhor estratégia de utilização do quantitativo disponível, com público-alvo prioritário e regiões com maior incidência da doença para aplicação das doses”, explica o ministério em nota.

O laboratório pretende entregar cerca de 5 milhões de doses em 2024, entre fevereiro e novembro. O esquema vacinal do imunizante é composto por duas doses.

“Para dar mais celeridade ao processo de incorporação, a consulta pública sobre a tecnologia foi realizada em caráter de urgência, por um período reduzido de 10 dias, e recebeu mais de 2 mil contribuições. Ainda durante as negociações com o fabricante, o Ministério da Saúde conseguiu redução de 44% no custo por dose: passando da oferta inicial de R$ 170 para R$ 95”, relata a pasta.

A Qdenga já é utilizada na União Europeia e em países do chamado EEA (Islândia, Liechtenstein, Noruega), além de Grã-Bretanha, Irlanda do Norte, Indonésia, Tailândia e Argentina.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na última terça-feira (31), o Ministério da Saúde anunciou que a vacinação contra a covid-19 fará parte do Programa Nacional de Imunização (PNI), tornando-a obrigatória, a partir de 2024, no caderno de vacina das crianças de seis meses até cinco anos de idade. A imunização também entrará no calendário anual de vacinas dos grupos de risco, como idosos, gestantes, pessoas com deficiência permanente e profissionais da saúde.

A inclusão da vacina contra a covid-19 no calendário de vacinação segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e passou pela aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Com a obrigatoriedade, não vacinar as crianças poderá gerar multas e perda de benefícios sociais, como o Bolsa Família.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra a covid-19 deve ser atualizada a cada ano, conforme o imunizante contra a gripe. A nota da pasta sobre o assunto recomenda que a ampliação da vacinação ocorra de maneira escalonada, conforme a disponibilidade da dose.

Cerca de 1 milhão de doses para a citada faixa etária já foram distribuídas, segundo o ministério.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Alagoas tem registrado um número alto de casos de meningite meningocócica (bacteriana) e Maceió enfrenta um surto da doença. O Ministério da Saúde (MS) afirmou  que após confirmar o cenário na capital e no estado, definiu medidas para controlar o avanço da doença.

A resposta rápida a surtos de meningite visa interromper a cadeia de transmissão e evitar a ocorrência de novos casos. Sendo uma doença grave e contagiosa, a meningite é capaz de provocar sequelas e até mesmo a morte. A vacinação é a forma mais eficaz de evitar infecção.

Diante do aumento do aumento de casos confirmados de meningite meningocócica nos últimos meses, o Ministério atendeu a uma solicitação do Estado, no dia 16 de agosto, e enviou a Alagoas profissionais de epidemiologia de campo, que prestaram apoio técnico na investigação do cenário no estado.

A investigação apontou o aumento do número de casos da doença meningocócica em Alagoas em comparação com o ano de 2022.

Segundo o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), até 12 de setembro, foram registrados 29 casos de meningite meningocócica, sendo 23 casos na capital, e 11 mortes pela doença no estado.

Os profissionais enviados pelo Ministério da Saúde também reforçaram as medidas de prevenção e de controle da doença meningocócica que devem ser colocadas em prática.

Entre as ações para impedir que a doença avance, estão detecção detecção precoce e o manejo adequado dos casos suspeitos, além da realização de quimioprofilaxia oportuna para os contatos próximos de casos suspeitos (em até 48h da identificação do caso).

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