Fernando perdeu a visão do olho esquerdo ao pisar em uma mina durante o combate na Ucrânia. — Foto: Arquivo pessoal

Um soldado brasileiro que está atuando como voluntário fraturou as duas pernas e perdeu a visão do olho esquerdo ao pisar em uma mina terrestre durante o combate na Ucrânia. O caso aconteceu no dia 29 de março e, desde então, ele encontra-se internado e está fazendo uma campanha nas redes sociais para custear as despesas médicas.  Fernando Barroso de Macedo é natural de Fortaleza, no Ceará. Ele foi sargento no Exército Brasileiro por sete anos. Quando o tempo de serviço no Brasil acabou, decidiu ir para a Ucrânia, aonde chegou em agosto de 2023.

"Na sexta-feira, dia 29, estava em combate no front, na região de Kherson, uma zona de muito conflito, quando acabei pisando numa mina terrestre. Meu pé direito ficou estraçalhado, mas devido o coturno e as meias ficaram segurando, tudo quebrado, fratura exposta. A perna esquerda foi atingida por um estilhaço. Só que o estilhaço maior da mina atingiu meu olho esquerdo, ocasionando a perda da visão. No direito também teve estilhaço, mas passei por uma cirurgia", disse Fernando.

Antes do acidente com a mina, ele recebia o salário integral. Porém, como saiu da linha de frente do combate, o valor foi reduzido e agora ele precisa de ajuda para cobrir os custos e arcar com a recuperação.

"Infelizmente tive o azar de ser alvo dessa mina, mas numa guerra estamos a sujeito a tudo. [...] Como todos nós sabemos nada cobre cem por cento. Devido não estar mais na área de combate, meu salário é reduzido 80%, por isso preciso dessa ajuda. Mais só de estar vivo são os planos de Deus", disse o brasileiro.

Ele está internado em um hospital na cidade de Odessa e já passou por três cirurgias no pé direito, além de procedimentos nos olhos. No vídeo divulgado em sua rede social, o cearense aparece deitado em uma cama com o rosto machucado. (Assista no vídeo abaixo.)

"Ainda estou tentando me recuperar depois das cirurgias nos pés, direito e esquerdo, e no olho esquerdo. Acabei perdendo meu olho esquerdo, acabou entrando um pouco de estilhaço no direito, mas o médico conseguiu salvar. Mas só gratidão. [...] Tudo é novo, foi tudo muito rápido. Ainda estou naquele processo de aceitação, de entender", disse em vídeo publicado nas suas redes sociais.

A guerra na Ucrânia completou dois anos no dia 24 de fevereiro.

Colapso de mina de ouro ilegal na Venezuela deixa mortos, segundo o presidente do país, Nicolás Maduro — Foto: Pableysa Ostos/AFP

Uma mina de ouro ilegal em um local remoto do sul da Venezuela ruiu, provocando pelo menos 15 mortos, segundo um balanço anunciado nesta quarta-feira pelo presidente do país, Nicolás Maduro. O acidente ocorreu na tarde de terça-feira na mina "Bulla Loca", a sete horas de rio de La Paragua (estado de Bolívar, no sul do país).

Dezenas de pessoas trabalhavam na pedreira a céu aberto quando repentinamente caiu uma avalanche de terra, cobrindo vários dos mineiros, enquanto outros conseguiram saltar aterrorizados, segundo um vídeo divulgado pelas autoridades.

“Até agora temos 15 mortos e 11 feridos”, disse Maduro ao ler na televisão estatal uma reportagem que lhe foi enviada pelo governador do estado, Ángel Marcano. Anteriormente, Yorgi Arciniega, prefeito do município de Angostura, que inclui La Paragua, disse à AFP que tinha um número provisório de mortos de 25 mortos e 15 feridos.

O relatório lido por Maduro descreve as declarações de Arciniegas aos meios de comunicação como “um ato de desespero” diante da tragédia. Os familiares aguardavam notícias em Puerto Guacara, em La Paragua, cerca de 750 km a sudeste de Caracas e de onde partiram os barcos para a mina "Bulla Loca".

Parentes de um dos mineiros mortos choraram inconsolavelmente enquanto carregavam seu corpo no porta-malas de um caminhão dentro de uma caixa de madeira. Eles o levaram para uma pequena casa com telhado de zinco, onde sua mãe abraçou outros parentes.

“Meu irmãozinho, meu irmãozinho”, gritou uma menina perto do corpo, coberta com um lençol em uma sala lotada para o velório.

Grupos de jovens em motocicletas acompanhavam os caminhões com os corpos trazidos da mina. Vários gravaram os cortejos fúnebres com seus celulares.

“Pedimos que nos apoiem com helicópteros para retirar os feridos”, disse à AFP uma mulher que esperava notícias do cunhado, pai de três filhos de 4, 6 e 7 anos.

"Avaliação de danos"

Os feridos foram levados ao hospital da capital do estado, Ciudad Bolívar, a cerca de 200 km da mina onde trabalhavam cerca de 200 pessoas, segundo estimativas do governo. Uma equipe de resgate também viajou de Caracas para a área para apoiar os esforços de busca.

“Estamos realizando uma avaliação de danos e análises de resgate e trabalhando na realização de um levantamento”, disse à AFP o vice-ministro de gestão de riscos e proteção, Carlos Pérez Ampueda.

Foto: Ailton Cruz

A Defesa Civil de Maceió informou que o ritmo do afundamento da mina 18, que colapsou no dia 10 de dezembro, está em queda. Coordenador do órgão, Abelardo Nobre, disse neste sábado (23) que não existe mais um cenário de preocupação. A movimentação do solo nas últimas 24h foi de 2,7 cm.

“Aquele cenário de preocupação que tínhamos antes já não existe. O afundamento reduziu significativamente, o que nos leva a entender que o solo pode se acomodar e estabilizar”, disse.

O registro dos últimos 11 dias apontam para um afundamento do solo de 33 cm com uma velocidade de velocidade de 1mm por hora. Os primeiros dados coletados na mina, após colapso, foram divulgados na sexta-feira (23).

A desaceleração no ritmo de afundamento já era esperada pelos técnicos. Mesmo com a redução, o alerta da Defesa Civil segue para que as pessoas não circulem na área desocupada.

A mina 18 é uma das 35 que a Braskem mantinha na região para extração de sal-gema. Ela e todo o seu entorno estão desocupados desde o primeiro aviso de risco de colapso na região, divulgado no dia 29 de novembro.

O local ficou sem monitoramento por dois dias, já que o equipamento usado para medir com alta precisão a movimentação do solo foi levado pela água quando a mina sem rompeu sob a lagoa.

Um novo equipamento foi colocado próximo do local do rompimento no dia 12 de dezembro, mas a Defesa Civil disse que precisava de tempo até a consolidação dos dados coletados para medir se o solo havia se estabilizado ou se continuava afundando.

Foto 1: Defesa Civil de Maceió — Foto 2: g1 AL

 

Imagens obtidas por drone, nos dias 1º e 8 de dezembro, mostram o avanço contínuo da lagoa Mundaú sobre a área da mina da Braskem com risco de colapso em Maceió. À medida que ocorre o afundamento, o trecho que antes era seco fica cada vez mais encharcado. Desde o dia 30/11 até sexta-feira (8), o solo já cedeu 2,09 metros.

Na primeira imagem, feita dois dias após o alerta emitido pela Defesa Civil,  quando o deslocamento de terra havia atingido 1,43 m, era possível ver uma pequena parte do dique úmida, mas ainda fora da água. Já na segunda imagem, desta sexta-feira (8), o pedaço do solo já está inundado.

Segundo a Defesa Civil de Maceió, o avanço da lagoa é esperado devido ao rebaixamento do solo. O monitoramento é feito diariamente para checar a gravidade da situação.

"Há um avanço, ainda que seja mínimo, da lagoa sobre aquele aterro. Então, a gente faz esses voos diariamente para ver justamente essa mudança entre os dias”, disse o coordenador do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió, Hugo Carvalho.

De acordo com a Defesa Civil, o peso da água não deve fazer a mina desmoronar, mas pode potencializar o problema.

"Como essa mina é parcialmente na lagoa, então de fato, não seria um agente deflagrador esse avanço. Ele poderia ser um potencializador, porque a gente percebe algumas rachaduras ali ao redor. A gente sabe que o solo, quando a água entra em contato, ele fica mais pesado. Então seria de fato um potencializador de toda a problemática”, afirmou Hugo Carvalho.

Maceió continua em estado de alerta para o risco de colapso da mina, que pode se romper abruptamente e formar uma imensa cratera ou ocorrer de gradualmente, com deslocamento do solo seguindo de modo lento até atingir a estabilização.

Foto: Gazeta de Alagoas

Fissuras começaram a surgir na superfície da mina 18, mantida pela Braskem no bairro Mutange, em Maceió. A Defesa Civil da capital está mantendo, desde a última quarta-feira (30), um alerta de rompimento do local, que estava previsto para colapsar às 6h de hoje (1°).

“Por precaução, a recomendação é clara: a população deve evitar transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, disse o órgão, em nota.

Ontem (31), a Defesa Civil ampliou o mapa de linhas de ações prioritárias em bairros que são afetados pelo afundamento do solo. O Bom Parto passou a fazer parte da área de risco e deve fazer parte do programa de realocação da Braskem, por determinação da Justiça Federal.

“É importante ressaltar que o aprimoramento do mapa não indica riscos imediatos à população. Pelo contrário, sua função principal agora é o monitoramento constante dessas áreas, visando à prevenção e à gestão eficiente de possíveis situações emergenciais”, disse o órgão.

Foto: Ailton Cruz

A mina 18, localizada no bairro Mutange, em Maceió, tem previsão de colapso para às 6h de amanhã (1°), segundo os dados coletados pela Defesa Civil. A mina mantida pela Braskem vem sendo monitorada pelo órgão, que já alertou a população sobre o aumento significativo na movimentação do solo.

A estimativa da Defesa Civil é de que a mina está 60% dentro da Lagoa Mundaú, que pode ser afetada com o colapso. Apesar das estimativas, a catástrofe pode ocorrer a qualquer momento.

Anteriormente, segundo os documentos da Braskem, a estimativa era de que a mina 18 sofreria um deslocamento do solo às 16h48 de ontem (29).

Imagem: divulgação

Na manhã de hoje (30), o engenheiro mecatrônico Arthur Cavalcante, que trabalhou durante três anos nos bairros afetados pela mineração da Braskem, nos bairros de Maceió, afirmou que a situação é praticamente irreversível e explicou que a mina 18, que está prestes a colapsar, no bairro Mutange, estava entre as prioritárias para serem fechadas, mas haviam outras em situações mais críticas.

Segundo o engenheiro, o trabalho de fechamento das minas é feito com areia, com uma profundidade média de um quilômetro a um quilômetro e meio. “A região que está supostamente vazia acomoda água, chamada de salmoura, que está em contato com a região da câmara de sal. A mina fica lá, e o sistema de enchimento retira a salmoura, injetando areia”, explicou, em entrevista à TV Pajuçara.

Ele também disse que as cavidades estão ficando mais próximas da superfície. “Cada ano que se passa, as cavidades vão chegando mais próximas da superfície, se deslocando para cima. Então algumas que foram desativadas anos atrás com 800m estão com 720m, ou seja, a cada dia que passa estão mais próximas”, declarou.

Qual o tamanho do problema?

À Rádio Mix, de Maceió, o professor Abel Galindo Marques disse que caberia um Maracanã inteiro no subsolo onde estão a mina 18 e outras duas ao lado dela. O docente informou que há uma grande probabilidade das minas vizinhas serem afetadas com o colapso da primeira.

Além disso, Galindo também explicou que, com o desastre, pode haver a formação de um lago com profundidade entre 8 e 10 metros. “As minas vão subindo e, se o teto desabar, agora, formaria um grande lago com dimensões grandes, que compreenderia a lagoa até a barreira das encostas”, afirmou.

A Defesa Civil informou que o evento será um desastre ambiental sem precedentes e que, caso o teto da mina 18 desabe, pode haver uma salinização da lagoa Mundaú, em decorrência do contato com os fluídos que existem dentro da mina. A mina está 60% dentro da lagoa e 40% fora. A depender do tamanho do impacto, toda a área de mangue da região pode ser afetada, assim como outras cidades que possuem contato com a lagoa.

Escolas acomodando famílias

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) confirmou que seis unidades escolares da capital estão prontas para receberem famílias que precisaram sair de suas casas no Mutange.

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