
Confronto deixou via interditada | Foto: reprodução
Na madrugada de hoje (7), por volta das 4h20, uma operação policial contra milicianos causou a interdição do quilômetro 384 da Av. Brasil, no bairro Campo Grande, no Rio de Janeiro. Durante a ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve um tiroteio que resultou em seis criminosos feridos. Nove pessoas foram presas, segundo a PRF.
As informações policiais dão conta de que os suspeitos estavam em um comboio com diversos veículos. A movimentação foi informada aos agentes da PRF pelos membros da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), da PC, e do 27° Batalhão de Polícia Militar (BPM).
Segundo a Folha de S. Paulo, o grupo criminoso foi identificado como sendo a quadrilha de Luis Antônio da Silva Braga (44), o “Zinho”, que é apontado como líder da maior milícia do Rio. Ele estava foragido desde 2018 e se entregou à Polícia Federal (PF) em dezembro de 2023.
Durante a interceptação houve a troca de tiros, que resultou nos nove presos e seis feridos. Estes foram levados para o Hospital de Santa Cruz, enquanto os demais foram encaminhados para a delegacia. A ação também resultou na apreensão de armas e na recuperação de quatro veículos.

Antônio Carlos, o Pit | Foto: reprodução/Polícia Civil do Rio de Janeiro
Na manhã da última sexta-feira (29), um miliciano identificado como Antônio Carlos dos Santos Pinto (44), conhecido como “Pit”, foi morto a tiros na comunidade Três Pontes, localizada no bairro Paciência, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Pit era um dos possíveis sucessores do miliciano Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”. O filho de Carlos, de nove anos, também foi a óbito, mas na madrugada de hoje (30).
As duas vítimas estavam juntas em um carro no momento em que o veículo foi atacado. O cadáver de Pit apresentava marcas de tiros. A criança foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paciência. Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, mas não resistiu.
A Delegacia de Homicídios da Capital do RJ está conduzindo as investigações, que procuram encontrar o autor e a motivação do crime.
Ao se entregar à polícia, no último domingo (24), Zinho não deixou nenhum sucessor. Desde então, um homem identificado como Leonel Patrício de Moura e o já mencionado Pit foram assassinados.
Antônio Carlos dos Santos Pinto era um dos responsáveis pelas finanças da milícia e chegou a ser preso, em 2019, sendo solto em setembro deste ano.
