
Orcas no Mar Mediterrâneo | Foto: NOAA/Unplash
Um grupo de orcas atacou um veleiro que navegava nas águas do Marrocos, no Estreito de Gibraltar, e acabou afundando a embarcação, que tinha duas pessoas a bordo. O Alboram Cognac, de 15 metros de comprimento, começou a receber os golpes dos animais por volta das 9h do último domingo (12).
Os passageiros do veleiro alertaram as autoridades da Espanha e foram resgatados por um navio petroleiro. Depois disso, o veleiro naufragou. Segundo O Globo, mais de 200 casos semelhantes foram registrados em uma área marítima que vai do norte da África até o litoral da França.
Outro caso ocorreu em outubro de 2023, quando orcas atacaram outro veleiro na mesma região do Estreito de Gibraltar e causaram o seu naufrágio. A agência de turismo Morskie Mile, responsável pelo veleiro, informou que os animais começaram a avançar contra o casco e o danificaram, permitindo a entrada de água em seu interior.

Papa Francisco: "Quem arrisca a vida no mar não invade, busca abrigo" — Foto: The Vatican Media/AFP
O papa Francisco pediu neste sábado (23/09) à União Europeia (UE) que faça um acolhimento justo dos migrantes que chegam de forma irregular no bloco e, "na medida do possível, amplie as entradas legais", uma vez que "a rejeição não é a solução".
A declaração foi feita em Marselha, no sul da França, em um evento que contava com a presença do presidente francês, Emmanuel Macron.
"O Mediterrâneo deixou de ser o berço da civilização para se tornar o túmulo da dignidade. É o grito abafado dos irmãos e irmãs imigrantes", disse o papa perante uma audiência que também incluía o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e a vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas.
"Contra o terrível flagelo da exploração dos seres humanos, a solução não é rejeitar, mas garantir, na medida das possibilidades de cada um, um amplo número de entradas legais e regulares, sustentáveis graças a um acolhimento justo por parte do continente europeu, no âmbito da cooperação com os países de origem", propôs.
Na sexta-feira, o papa também havia dito que "este lindo mar tornou-se um enorme cemitério, onde muitos irmãos são privados do seu direito a uma sepultura". Francisco destacou que vários portos do Mediterrâneo estão fechados para a chegada de migrantes e "duas palavras ressoam, alimentando os temores das pessoas: invasão e emergência".
Ele rechaçou o uso do termo invasão, porque "quem arrisca a vida no mar não invade, busca abrigo". Quanto à emergência, disse que "o fenômeno migratório não é tanto uma urgência momentânea, sempre oportuna para suscitar propaganda alarmista, mas uma realidade do nosso tempo".
De janeiro a julho, 176 mil pessoas tentaram entrar na UE de forma irregular. É maior o número desde 2016, quando havia a crise de refugiados da Síria.
