Foto: Nasa/GSFC/SDO

Visando a preparação de viagens para Marte no futuro, por robôs e por seres humanos, a Nasa está se preparando para estudar como as tempestades solares podem afetar a superfície do Planeta Vermelho. Além disso, o Sol está em seu pico de atividade neste ano, fenômeno que ocorre a cada 11 anos, e lança radiação nas profundezas do espaço. Isso motivo ainda mais as análises da agência americana.

Os estudos poderão determinar o tipo de proteção radiológica que os astronautas precisarão usar para pousar na superfície do Planeta Vermelho no futuro e também podem ajudar a compreender o motivo de Marte ter deixado de ser um planeta quente e úmido para ser um deserto congelado.

Os efeitos do pico de atividade solar na Terra não são sentidos, uma vez que o campo magnético do planeta o protege. Marte tem um caso diferente, já que perdeu seu campo magnético e ficou vulnerável às explosões do Sol.

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Nesta quinta-feira (14), em Boca Chica, no estado do Texas, nos Estados Unidos, a SpaceX, empresa de Elon Musk, realizou a terceira tentativa de lançar o foguete Starship. O voo durou quase uma hora, sendo o mais bem-sucedido até então. O objetivo da companhia era coletar dados que contribuam para a missão de levar astronautas à Lua pela Nasa. Se tudo der certo, o veículo também deve permitir que humanos cheguem a Marte.

Durante a tentativa, o foguete conseguiu retornar à atmosfera da Terra após passar alguns minutos em órbita. Contudo, pouco tempo depois de ligar os dispositivos que permitem o pouso, o contato com o Starship foi perdido. O plano inicial era de que o foguete caísse no oceano Índico e fosse recuperado para a realização de outros testes.

O Starship tem 121 metros de altura e nove metros de diâmetro. Ele é considerado o foguete mais poderoso do mundo e, segundo a SpaceX, deverá ser capaz de transportar até 100 pessoas em voos interplanetários.

Conjunção entre Lua e Vênus | Imagem: Observatório de Astronomia da Unesp

Neste mês de fevereiro, alguns eventos astronômicos poderão ser observados no céu. Nos dias 7 e 15, por exemplo, haverá uma conjunção entre a Lua e os planetas Vênus e Júpiter, respectivamente. Uma conjunção ocorre quando dois ou mais astros parecem estar próximos um do outro no céu, pela perspectiva do observador. As pessoas poderão ver os eventos a olho nu.

Além dos acontecimentos mencionados, Marte e Vênus também terão uma conjunção, na noite do dia 22.

A identificação dos corpos celestes no céu podem ser feitas mais facilmente com o auxílio de alguns aplicativos para celular, como o Carta Celeste, o Stellarium e o SkyMap.

A seguir, veja o calendário dos principais eventos astronômicos deste mês.

Ingenuity | Foto: Nasa/JPL-Caltech/ASU/MSSS

Na última quinta-feira (25), o administrador da Nasa, Bill Nelson, anunciou que o helicóptero Ingenuity teve suas missões em Marte encerradas depois de realizar 72 voos sobre o planeta ao longo dos três últimos anos. O motivo para a parada das atividades foram os danos sofridos nas hélices, no voo realizado no dia 18.

“O Ingenuity preparou o caminho para voos futuros em nosso sistema solar e está liderando o caminho para missões humanas mais inteligentes e seguras para Marte e além”, disse Nelson.

O acidente que danificou o Ingenuity ocorreu quando sua equipe planejou um voo vertical curto, visando determinar sua localização após um pouso de emergência feito no dia 6 de janeiro. Depois de atingir 12 metros de altura, a aeronave projetou a descida e, faltando apenas um metro para chegar à superfície, perdeu contato com o rover, que funciona como um retransmissor de comunicações para o helicóptero. Posteriormente, os danos nas hélices rotativas foram vistos.

O Ingenuity havia realizado seu primeiro voo no dia 19 de abril de 2021.

Imagem: Nasa

A cientista da Nasa e pesquisadora do Centro Espacial Goddard, Michelle Thaller, disse, no dia 23 deste mês, que existem indícios possíveis de vida em Vênus e também, possivelmente, embaixo do gelo das luas de Júpiter e Saturno. Quanto a Vênus, Thaller diz que algo foi observado na superfície, que poderia ser atribuído a atividades de bactérias.

“Eu realmente acho que encontraremos vida em outro planeta”, disse a cientista ao periódico inglês The Sun.

Em 2020, um estudo feito pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), pela University of Cambridge e pelo Imperial College London revelou a presença de gás fosfina em Vênus. Apesar disso, a existência do gás não é uma prova de que há vida no planeta, já que ele pode ser fruto de processos desconhecidos pela ciência até o presente momento.

Em Marte também foram coletadas substâncias químicas que podem ser um indício de vida. “Mas a questão é: o quanto nós entendemos sobre Marte e se estamos sendo enganados por alguma coisa”, disse Michelle Thaller.

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