Vice-presidente da Braskem, Marcelo Arantes | Foto: Pedro França/Agência Senado

Hoje (10), durante um depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, o vice-presidente da Braskem, Marcelo Arantes, admitiu que a petroquímica tem responsabilidade sobre o afundamento do solo em alguns bairros de Maceió. Segundo ele, a questão já havia ficado clara.

“A Braskem tem, sim, contribuição e é responsável pelo evento ocorrido em Maceió, isso já ficou claro. Não é à toa que todos os esforços da companhia têm sido colocados para reparar, mitigar, compensar todo dano causado da subsidência na região”, disse Arantes, que ainda lembrou que foi negociado o plano de pagamento de compensação financeira a moradores e proprietários de terrenos e imóveis nas áreas afetadas. Esse plano foi iniciado em 2019.

A CPI da qual Arantes participa investiga a Braskem, que o havia escolhido para atuar na capital alagoana, sendo responsável pela comunicação da empresa junto a comunidades locais.

Até o momento, a Braskem pagou R$ 9,2 bilhões por danos causados pelas minas de sal-gema em Maceió. A empresa reservou R$ 14,4 bilhões para ações referentes à tragédia ambiental.

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