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O Itamaraty emitiu uma nota orientando os brasileiros evitarem o deslocamento para região de Machu Picchu, no Peru, devido a protestos e greves que tem acontecido desde o dia 25 de janeiro. “A Embaixada orienta turistas brasileiros que estejam em Águas Calientes a evitar deslocamentos desnecessários e a entrar em contato com a IPERÚ – entidade do governo peruano que é responsável pela assistência ao turista e está coordenando a evacuação de turistas do local”, diz o comunicado.
“A Embaixada orienta turistas brasileiros no Peru a não tentarem ingressar no distrito de Machu Picchu até que esteja superado o contexto de greves e protestos”, acrescentam, e dizem que estão acompanhando de perto a situação. A grave na localidade de Machu Picchu começou na semana passada em rejeição à decisão do Ministério da Cultura de vender pela internet praticamente todos os ingressos para o sítio arqueológico, deixou as ruas do local vazias, sem turistas ou visitantes, de acordo com a imprensa local. Grupos de moradores de Machu Picchu e operadores de turismo consideram que a venda de ingressos pela internet é uma terceirização do serviço pelo Ministério da Cultura.
Os moradores decidiram radicalizar a greve, que impede o acesso ao sítio arqueológico desde a última quinta-feira, e ratificaram sua exigência de que a venda de todos os ingressos virtuais por uma empresa terceirizada seja cancelada.
A ministra da Cultura, Leslie Urteaga, disse no último domingo que governo não mudará sua decisão de implementar um novo sistema de venda de ingressos para Machu Picchu e considerou que a paralisação “é produto de algumas pessoas que querem continuar lucrando com o patrimônio cultural através do mercado negro de ingressos”. “Há algumas pessoas (que estão por trás do protesto), entendo que são ex-autoridades de Machu Picchu, com as quais gostaríamos de conversar, mas há uma resistência lamentável a esse diálogo e não estamos aceitando chantagem de forma alguma”, disse Urteaga, em declarações citadas pelo jornal ‘El Comercio’.
