Braskem é responsável por minas de sal-gema em Maceió; uma das 35 cavernas de mineração corre risco de desabar no bairro do Mutange — Foto: Roberta Cólen/G1

O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) suspendeu a licença da Braskem para demolição de imóveis afetados pelo afundamento do solo em Maceió. A portaria assinada pelo diretor presidente do IMA, Gustavo Ressurreição Lopes. foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da sexta-feira (8).

O plano de demolição dos imóveis nos cinco bairros afetados por décadas de mineração foi apresentado em maio. Desde que o problema foi descoberto, em 2018, mais de 14 mil imóveis foram condenados em cinco bairros de Maceió: Pinheiro, Bom Parto, Mutange, Bebedouro e Farol.

Segundo o IMA, a suspensão da licença tem como base no agravamento do solo na cidade. Desde o dia 29 de novembro, Maceió está em alerta devido ao risco de colapso da mina na região do antigo campo do CSA, no bairro do Mutange.

"Considerando os eventos recentes, referente ao agravamento observado na área afetada pela subsidência, em especial na região do bairro do Mutange, onde encontra-se localizada a Mina 18, foram constatadas situações com potenciais de risco de colapso, detecção de eventos sísmicos, movimentação de deslocamento do solo acentuada e subsidência na região de entorno da mina em questão", diz o documento.

Foto: Anna Cláudia Almeida/Gazeta Web

Moradores do bairro Bebedouro, em Maceió, tiveram uma surpresa nesta última semana ao encontrar um jacaré passeando pelo local. O animal foi encontrado próximo a uma estação ferroviária.

Segundo um vigilante da estação, o jacaré é visto no local desde à noite da segunda (4), e acredita-se que seja uma fêmea.

O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) foi acionado para fazer o recolhimento do animal. Entretanto, até o sábado (9), o animal ainda não tinha sido recolhido.

 

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Foto: ilustração

Um casal foi feito refém por três criminosos armados dentro da própria casa no Graciliano Ramos, no bairro Cidade Universitária, em Maceió, na tarde da sexta-feira (8).

Segundo as vítimas, os homens passaram cerca de uma hora dentro da residência e roubaram objetos e o carro da família, um Fox, de cor prata e placa QMU4181.

O filho da mulher que foi feita refém fez um apelo nas redes sociais para que o carro da família seja encontrado.

Foto 1: Defesa Civil de Maceió — Foto 2: g1 AL

 

Imagens obtidas por drone, nos dias 1º e 8 de dezembro, mostram o avanço contínuo da lagoa Mundaú sobre a área da mina da Braskem com risco de colapso em Maceió. À medida que ocorre o afundamento, o trecho que antes era seco fica cada vez mais encharcado. Desde o dia 30/11 até sexta-feira (8), o solo já cedeu 2,09 metros.

Na primeira imagem, feita dois dias após o alerta emitido pela Defesa Civil,  quando o deslocamento de terra havia atingido 1,43 m, era possível ver uma pequena parte do dique úmida, mas ainda fora da água. Já na segunda imagem, desta sexta-feira (8), o pedaço do solo já está inundado.

Segundo a Defesa Civil de Maceió, o avanço da lagoa é esperado devido ao rebaixamento do solo. O monitoramento é feito diariamente para checar a gravidade da situação.

"Há um avanço, ainda que seja mínimo, da lagoa sobre aquele aterro. Então, a gente faz esses voos diariamente para ver justamente essa mudança entre os dias”, disse o coordenador do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió, Hugo Carvalho.

De acordo com a Defesa Civil, o peso da água não deve fazer a mina desmoronar, mas pode potencializar o problema.

"Como essa mina é parcialmente na lagoa, então de fato, não seria um agente deflagrador esse avanço. Ele poderia ser um potencializador, porque a gente percebe algumas rachaduras ali ao redor. A gente sabe que o solo, quando a água entra em contato, ele fica mais pesado. Então seria de fato um potencializador de toda a problemática”, afirmou Hugo Carvalho.

Maceió continua em estado de alerta para o risco de colapso da mina, que pode se romper abruptamente e formar uma imensa cratera ou ocorrer de gradualmente, com deslocamento do solo seguindo de modo lento até atingir a estabilização.

Foto: Nick Marone/TV Gazeta

Por volta das 7h30 de hoje (6), moradores dos bairros afetados pelo afundamento do solo e da região dos Flexais, em Maceió, iniciaram um protesto na Av. Fernandes Lima, seguindo em direção ao Museu Palácio Floriano Peixoto, no Centro da capital. Nas faixas apresentadas pelos moradores é possível ver frases contra a Braskem, a desocupação das áreas afetadas pela mineração e contra a exploração de sal-gema.

Os moradores dos Flexais integram o protesto reivindicando a inclusão da região no mapa de risco, de modo que possam receber indenizações.

O Departamento Municipal de Transporte e Trânsito (DMTT) está acompanhando o protesto, que ocupa as duas faixas da avenida.

No início da tarde de ontem (5), a Defesa Civil de Maceió reduziu de "alerta máximo" para "alerta" o risco de colapso na mina 18, da Braskem, localizada no bairro do Mutange. A mudança no status foi feita horas após a divulgação de que a velocidade do afundamento do solo no local passou de 0,26cm/h para 0,27 cm/h.

Caso a mina 18 colapse, pode haver uma reação em cadeia, afetando as minas próximas e gerando uma catástrofe ainda maior. A lagoa Mundaú também pode ser afetada.

Imagem: reprodução/TNH1

Na noite da última segunda-feira (4), indivíduos armados efetuaram tiros na Av. Pratagy, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Em um vídeo gravado por um popular é possível ver o momento em que três homens encapuzados disparam. Ainda é possível ver um quarto membro do grupo chegando ao local, também armado. Não se sabe se houve vítimas.

O caso não foi registrado no relatório do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e não houve nenhuma ocorrência registrada na Central de Flagrantes da Polícia Civil (PC).

Confira o vídeo abaixo.

Foto: Emerson de Lima

A mina 18, localizada no bairro do Mutange, em Maceió, registrou um afundamento de 10,8cm nas últimas 24h, segundo a Defesa Civil da capital. A medida apresenta uma redução em relação ao último sábado (2), quando a medição apontou um afundamento de 13cm por dia no solo da mina. Desde o início do monitoramento, no dia 28, até hoje, o deslocamento vertical da mina 18 é de 1,69m.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, a velocidade de afundamento é de 0,7cm/h.

“É possível observar que há várias fissuras e que continuam sendo ampliadas nessa região. A cratera se encontra na lagoa, com 40% no continente. A parte molhada ampliou neste sábado. Na sexta, tínhamos apenas uma pequena parte molhada. Isso prova que esse rebaixamento, esse afundamento da terra, que era de 1,40m, está agora em torno de 1,60m”, disse o coordenador da Defesa Civil de Alagoas, coronel Moisés.

Vídeo: GazetaWeb

Segundo o órgão, 250 microssismos foram registrados na área da mina 18, no último sábado, mas não há relatos de que os tremores tenham sido sentidos pela população.

Até o momento, cinco bairros de Maceió foram atingidos pelas ações da Braskem. Mais de 14 mil imóveis foram evacuados e aproximadamente 60 mil pessoas estão sendo afetadas.

Rogério Corrêa- técnico do CSA - Foto: Morgana Oliveira/CSA

 

O elenco do CSA se apresenta nesta segunda-feira (4), no Complexo Gustavo Paiva, em Maceió. No comando do técnico Rogério Corrêa e sua comissão, será iniciada a pré-temporada para 2024. A preparação será iniciada com os exames clínicos e cardíacos e as costumeiras avaliações físicas. No domingo (3), a direção anunciou mais três contratações para 2024: os goleiros Deivity e Yuri Sena e o atacante Bruno Santos.

O goleiro Deivity tem 32 anos e estava no Ituano (SP); Também goleiro, Yuri, de 22 anos, estava no Vitória (BA), onde foi revelado e se profissionalizou. O centroavante Bruno Santos, de 27 anos, defendeu o São Bernardo na última edição da Série C, atuando em 18 jogos e marcando 5 gols.

O primeiro jogo do CSA na próxima temporada será no dia 7 de janeiro, contra o Iguatu-CE, em Maceió, pela Pré-Copa do Nordeste.

Elenco do CSA- divulgado até agora- está com 17 jogadores:

Goleiros: Lucas Matheus, Fernando Castro, Deivity e Yuri.

Laterais: Kevin, Igor Dutra, Erik e Ricardo Sena.

Zagueiros: Michel Custódio, Denilson, Paulo César e Eduardo Biazus.

Volantes: Pedro Favela, Allyson, Almir Luan, Marlon.

Meias: Caio Vitor, Gustavo Xuxa e Luan Martins.

Atacantes: Douglas Skilo, Marquinhos, Vinícius Popó e Bruno Santos.

Da esquerda para a direita: deputado estadual Dudu Ronalsa e deputado federal Isnaldo Bulhões | Fotos: Pedro Ivon/Portal Rádio Sampaio

Durante a programação da comemoração dos 61 anos de emancipação política de Tanque D’Arca, na última sexta-feira (1°), o deputado estadual por Alagoas, Dudu Ronalsa (MDB), e o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB), também alagoano, concederam entrevistas à Rádio Sampaio e falaram sobre a situação envolvendo o afundamento de alguns bairros de Maceió, por causa das atividades da Braskem.

Dudu Ronalsa abordou a questão da compra do Hospital do Coração, feita pela Prefeitura de Maceió, e disse que, apesar de não ter nada contra a aquisição em si, teria sido melhor cuidar da indenização das pessoas que foram afetadas pelas atividades da Braskem, tendo que sair de suas casas.

“Acho que o hospital é importante, sim, comprar, agora antes de comprar o hospital, tinha que ser indenizado [sic] as pessoas que perderam suas casas, que não estão lá, e as pessoas que moram lá. Tem gente que mora nos Flexais, tem gente que mora no Bom Parto, no Pinheiro, então assim, tinha que se resolver logo aquela situação”, disse Ronalsa.

O MDBista também falou de um grupo de discussão entre os deputados estaduais, que também estão acompanhando o caso e dando o apoio no que for necessário. Apesar disso, ele disse que existem limites e que o que mais o preocupa agora são as pessoas sendo retiradas dos locais onde estão. “Preocupa demais essa questão de que forma vai conduzir para que as pessoas saiam, mas saíam com dignidade”, afirmou.

O deputado federal Isnaldo Bulhões disse que está discutindo o assunto de maneira permanente, junto ao governador Paulo Dantas (MDB), o ministro Renan Filho (MDB) e o senador Renan Calheiros (MDB). Ele também contou que, na próxima terça-feira (5), terá uma reunião com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), para tratar da problemática e viabilizar mais segurança para a região afetada.

A seguir, ouça as falas dos deputados e assista a trechos das entrevistas, feitas pelo repórter Rafael Santos:

Deputado estadual Dudu Ronalsa

 

Vídeo: Pedro Ivon/Portal Rádio Sampaio

Deputado federal Isnaldo Bulhões

 

Vídeo: Pedro Ivon/Portal Rádio Sampaio

Foto: Reprodução

Após o alerta de que uma imensa cratera pode se abrir no bairro do Mutange, o influencer Carlinhos Maia usou o Instagram para pedir ajuda para Maceió. "A cidade está afundando".

"Gostaria de chamar atenção para o que está acontecendo em Maceió. A cidade está afundando. Bairros fantasmas, hospitais afundando. A qualquer momento parte da cidade pode ir a baixo. Isso é muito sério. Queria de coração chamar atenção do Brasil. Estamos precisando de ajuda urgente. Alguém precisa intervir rápido", escreveu Carlinhos Maia.

A Justiça Federal determinou a desocupação de 23 residências nas áreas mais próximas do Mutange, como Bom Parto e Bebedouro. Caso haja resistência, a ordem é que seja utilizada força policial. O temor é de que o colapso abra uma cratera do tamanho do Maracanã.

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