
Foto: Thiago Athaíde / Ascom Seduc
O próximo domingo (17) será decisivo para os alunos que desejam ingressar no Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Alagoas. A partir das 7h da manhã, em Maceió e Arapiraca, os portões dos locais de prova estarão abertos para receber os mais de mil candidatos inscritos que querem concorrer às vagas para o ano letivo de 2024. O início da aplicação das avaliações está marcado para às 8h30.
Mais de dois mil candidatos concorrem às 294 matrículas, todas para o 6º ano do ensino fundamental. Os candidatos responderão a 40 questões objetivas, sendo 20 de Língua Portuguesa e 20 de Matemática.
Diretora pedagógica do CPM Maceió, a professora Helena Soares lembra aos pais e responsáveis pelos alunos que irão fazer prova que atentem ao cartão de inscrição para o local de prova, já que, tanto em Maceió quanto em Arapiraca, os exames serão realizados em dois locais.
“Em Maceió, além da sede do Colégio Tiradentes, no Trapiche, as provas também serão aplicadas na Escola Estadual Moreira e Silva, no Cepa. Em Arapiraca também vai ter prova na sede do Colégio Militar, e na Escola Estadual José Quintela Cavalcanti. Então, reforçamos esse cuidado para quem for levar o candidato. São crianças, mas que irão prestar o primeiro concurso da vida. Por isso, também orientamos aos responsáveis que, se possível, procurem tornar a experiência ao aluno leve, o tranquilizando antes e após a prova, conferindo o material, a água… isso pode fazer toda a diferença no resultado”, reforçou.
O candidato deve comparecer munido de documentação original com foto, comprovante de inscrição e caneta preta ou azul de material transparente. A prova será iniciada às 8h30, com duração de 3 horas. Após o início do exame, o candidato só poderá deixar o local a partir das 10h, sem levar o caderno de questões. Já para levar o caderno, é preciso sair após às 11h. A aplicação se encerra às 11h30.
A divulgação do gabarito oficial está prevista para o dia 21 de dezembro. Já o resultado oficial, no dia 28, também deste mês. A relação dos candidatos aprovados e classificados para as vagas será publicada em três listas, atendendo ao critério das cotas: 75% das vagas para estudantes oriundos da rede pública; 20% para filhos de militar e 5% das vagas para estudantes da rede particular de ensino.

Foto: fpphotobank / iStock
O Concurso Nacional Unificado (CNU), o famoso “Enem dos Concursos”, será aplicado em 217 municípios, em 5 de maio, de acordo com novo cronograma divulgado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), nesta quinta-feira (14/12). Em Alagoas, as provas acontecerão em Maceió e Arapiraca.
Anteriormente, a data das provas estava prevista para ser aplicada entre fevereiro e março de 2024. Mas, segundo a ministra Esther Dweck, a alteração do dia de aplicação ocorreu devido à demanda dos interessados em ter mais tempo para dedicar aos estudos do concurso. “Recebemos muitas solicitações pelas redes sociais de que as pessoas tivessem mais tempo para estudar”, disse.
O desejo da banca organizadora, a Fundação Cesgranrio, de garantir tempo para elaboração das provas também corroborou na decisão de postergar a data das provas. A previsão para a publicação do edital é 10 de janeiro. Já o período de inscrições começa em 19 de janeiro e segue até 9 de fevereiro.

Foto: Reprodução
Uma câmera de segurança flagrou três homens armados assaltando estudantes dentro da Escola Estadual Ovidio Edgar de Albuquerque, no Tabuleiro do Martins, em Maceió, nesta semana. A Polícia Civil informou que iniciou as investigações para identificar, localizar e prender os envolvidos no roubo.
As imagens mostram os três ladrões entrando pelo portão da escola, que estava aberto. Um deles aponta uma arma e vai em direção a alunos que estavam sentados, conversando próximo a uma árvore.
Enquanto dois ladrões desaparecem da área filmada, o terceiro rouba objetos dos estudantes. Depois do assalto, os três criminosos saem pelo portão da escola.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou ter prestado auxílio aos estudantes assaltados. Disse também que a direção da escola já repassou as imagens do circuito interno de segurança para a polícia.
O caso é investigado pelo delegado Leonardo Assunção, da Delegacia de Roubos. Segundo a polícia, algumas pessoas foram intimadas e diligências estão sendo realizadas para elucidar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Quem tiver informações que possam ajudar na localização dos criminosos pode ligar para o Disque Denúncia, pelo número 181.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa já ter adotado todas as providências necessárias no sentido de assistir os estudantes que foram vítimas de assalto nessa terça-feira (12), após serem abordados por criminosos na área externa da Escola Estadual Ovídio Edgar de Albuquerque, localizada no Tabuleiro do Martins, em Maceió.
A Seduc informa também que a direção da escola já disponibilizou à polícia judiciária as imagens do circuito de videomonitoramento da unidade de ensino, a fim de contribuir com a identificação dos criminosos.
Em tempo, a Seduc esclarece já executar ações de prevenção à violência em todas as unidades da rede estadual, reafirmando seu compromisso com a segurança de servidores e estudantes.

Imagem: reprodução
Por volta das 6h40 de hoje (12), um redemoinho na área da mina 18, no Mutange, em Maceió, foi registrado através de filmagens. De acordo com a Defesa Civil da capital, o evento faz parte do processo de acomodação e ainda está em andamento. Com o rompimento da mina no último domingo (10), a água da Lagoa Mundaú está entrando na cavidade aberta.
A Braskem instalou um novo equipamento sensorial para monitoramento da mina, tendo em vista a perda do sensor DGPS que estava no local. De acordo com a mineradora, não há registro de movimentações atípicas no local. As informações têm sido repassadas às autoridades em tempo real.
A Defesa Civil reforçou que as pessoas não devem transitar na área desocupada e que os pescadores devem evitar o trecho demarcado.

Paulo Nemezio/Reprodução
O local da mina 18 da Braskem, no bairro do Mutange, em Maceió, está sem monitoramento desde o rompimento que aconteceu no domingo (10). O equipamento usado para medir com alta precisão a movimentação do terreno (em detalhe na imagem acima, feita dias antes) foi levado pela água quando a mina sem rompeu sob a lagoa.
Segundo a Defesa Civil Municipal, um novo equipamento deve ser instalado para mensurar se o solo continua afundando no local, mas não há prazo para isso acontecer. Entretanto, a Braskem informou que iniciou a instalação de um novo sensor na área, com apoio de um helicóptero, na tarde desta segunda, após autorização dos órgãos competentes.
Logo após o rompimento da mina, a Defesa Civil afirmou que não existia mais risco de um novo colapso na área.
A mina 18 é uma das 35 que a Braskem mantinha na região para extração de sal-gema, mineração apontada como a causa da instabilidade no solo que levou à desocupação de mais de 14 mil imóveis, afetando cerca de 60 pessoas. As outras 34 minas seguem sendo monitoradas normalmente, sem indicação de reflexo pelo rompimento.
O último registro feito pelo equipamento, horas antes de a mina ceder, apontava para uma redução na velocidade de movimentação do solo de 0,52 cm/h. O terreno no local já havia cedido 2,35 metros desde o dia 30 de novembro, quando essa medição passou a ser feita.
“A região afetada pelo rompimento e as demais no entorno dos poços de sal seguem sendo monitoradas 24 horas por dia. Reforçamos que o evento se concentrou na mina 18, sem vítimas, já que a área estava desocupada, e o monitoramento não indica comprometimento de minas próximas”, disse o coordenador da Defesa Civil Municipal, Abelardo Nobre.
O rompimento de parte da mina aconteceu às 13h15 de domingo, sob o trecho da lagoa Mundaú que fica próximo à margem do continente.

Foto: Reprodução
Após rompimento da mina 18, que era operada pela mineradora Braskem, em Maceió, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir nesta terça-feira (12) com o governador de Alagoas, Paulo Dantas, e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC). Segundo a prefeitura de Maceió, o objetivo da reunião é tratar sobre os últimos acontecimentos relativos ao rompimento da mina, ocorrido no domingo (10), e seus impactos para a cidade.
Um dos temas que devem ser abordados é o déficit habitacional de aproximadamente 40 mil pessoas em Maceió, ampliado pelo afundamento de solo, processo que iniciou-se em 2018. Desde então, cerca de 60 mil pessoas precisaram ser realocadas.
Nas redes sociais, o prefeito de Maceió comunicou a viagem à capital federal na manhã de hoje. “Acabo de embarcar para Brasília atendendo a um pedido do presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira. Vamos encontrar representantes do Governo Federal para trazer auxílio a Maceió. O trabalho não espera e a gente tem pressa para ajudar as pessoas”, disse.
Também devem participar do encontro o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL); o ministro dos Transportes, Renan Filho; o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha; e os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Fernando Farias (MDB-AL) e Rodrigo Cunha (Podemos-AL).

Garça torta nas imediações da Lagoa Mundaú | Imagem: reprodução
Na manhã de hoje (11), pescadores denunciaram que o sururu e outros animais da região da Lagoa Mundaú estão morrendo após o rompimento da mina 18, no último domingo (10). Com isso, o sustento de várias famílias que trabalham com o sururu foi prejudicado.
“Acabei de chegar da lagoa. Eles querem crescer, um morre, o outro fica por cima, insistindo, e não tem condições de sobreviver. A gente está vendo que esse sururu não foi morto por causa de molusco que veio da África, mas por causa da Braskem”, disse o pescador Waldemar Waldomiro, conhecido como seu Dida.
Além do sururu, uma garça também foi encontrada morta na área. “Seria bom que o IMA [Instituto do Meio Ambiente] fizesse exame nela, para saber o motivo da morte, mas por aqui a gente nunca viu isso”, disse Waldomiro.
Segundo outros trabalhadores locais, uma mancha branca foi avistada na lagoa depois do colapso da mina. Luciano Teixeira foi um dos que viu a mancha e falou que “o marisco que está nascendo vai se acabar” e que quer uma ajuda de custo para os pescadores. “Há dois anos o pescador está sem sururu na lagoa, trabalhando com outras coisas, mas não estão se mantendo, porque nossa renda é o sururu. A lagoa é a nossa riqueza”, afirmou.
O IMA está coletando material para comparar os dados obtidos antes e depois do colapso, para verificar os níveis de salinidade da água e outros impactos gerados pelo rompimento da mina.
Abaixo, veja os registros feitos pelos pescadores, mostrando os animais mortos.

Foto: Thiago Gomes
Na manhã de hoje (11), o governador Paulo Dantas anunciou um Plano de Recuperação das Vítimas do Crime Ambiental, durante uma reunião com os prefeitos das cidades que também foram afetadas pelas ações da Braskem, além de representantes do Governo Federal. O anúncio foi feito no Palácio da República dos Palmares, no Centro de Maceió.
As medidas imediatas e os planos a longo prazo visam proporcionar assistência às vítimas, uma compensação das comunidades afetadas e uma redução dos danos. As propostas feitas por Dantas serão analisadas pelas autoridades envolvidas nos casos.
Entre as propostas estão a investigação, pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), da causa e dos impactos do colapso da mina 18, bem como o monitoramento permanente da área, incluindo o espaço aéreo. Como forma de revitalização, a região para a construção de um parque também deve ser desapropriada.
Para compensar as vítimas, incluindo os diretamente afetados pelas ações da Braskem e os moradores das áreas dos Flexais e do Bom Parto, também foi proposto um plano de repactuação. Cestas básicas para as vítimas também devem ser conseguidas com recursos do governo estadual.
As medidas devem ser discutidas com o ministro do Turismo, em Brasília, ainda nesta segunda-feira, para garantir uma velocidade nas ações.
Para que o turismo na capital não seja afetado pelas consequências das ações da Braskem, especialmente na alta temporada, o governo vai lançar uma campanha institucional de turismo, ressaltando que o problema está restrito às áreas onde as minas de sal-gema estão localizadas.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Moisés Melo, não há risco iminente de colapso nas outras minas da região, mas a área isolada permanecerá sendo monitorada e sob constante vigilância.
O acordo global firmado com a Braskem obriga a petroquímica a pagar R$ 1,7 bilhão ao município, como forma de indenização, compensação e ressarcimento integral das perdas com arrecadação no período e todo e qualquer dano patrimonial. A informação é do secretário municipal de Ações Estratégicas e Integração Metropolitana (Semaemi), David Luna Gomes, que também disse que os termos não se referem aos danos ambientais ou coletivos, históricos e urbanísticos, provocados pela exploração predatória de mineração.
Apesar disso, Gomes também ressaltou que o acordo não invalida as ações ou negociações entre a Braskem e os moradores das regiões afetadas.

Imagem: reprodução/Operações Aéreas de Alagoas
No último domingo (10), após o rompimento da mina 18, no Mutange, uma equipe do Grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas coletou uma amostra da água da Lagoa Mundaú. A ação foi feita depois de uma solicitação da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, que tem o objetivo de descobrir o impacto do rompimento na lagoa.
A análise da água será feito por membros do Instituto do Meio Ambiente (IMA), com a intenção de que seja feito o “tratamento correto e eficaz”.
Abaixo, veja um vídeo do helicóptero da SSP sobre a Lagoa Mundaú. O material foi coletado através de um cabo pendurado, para não comprometer a qualidade da água que seria analisada.
Vídeo: Operações Aéreas de Alagoas
Nas redes sociais, imagens foram compartilhadas, mostrando um rastro formado na lagoa depois do rompimento da mina. Confira a seguir:

Foto: Reprodução
A Defesa Civil de Maceió informou neste domingo (10) que parte da mina da Braskem com risco de colapso sofreu um rompimento, que pôde ser percebido em um trecho da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange. Imagens divulgadas pela Prefeitura mostram o reflexo do rompimento na lagoa.
Ainda não há mais informações, mas a Defesa Civil informou que está monitorando o local. A mina e todo o seu entorno estão desocupados desde o primeiro aviso de risco de colapso na região.
No vídeo divulgado é possível ver a proximidade do rompimento de parte da mina da margem da lagoa.
Em 24 horas, a superfície da mina cedeu 12,5 cm. Apesar disso, o boletim divulgado mais cedo apontou para uma nova desaceleração no ritmo da movimentação do solo, com a velocidade indo de 0,54 cm/h para 0,52 cm/h.
