
Imagem: ilustração/buradaki via Getty Images
Nesta quinta-feira (27), o asteroide “(415029) 2011 UL21”, que tem 2,3 km de diâmetro, deve passar relativamente próximo à Terra, a uma distância de 6,5 milhões de quilômetros, que é aproximadamente 17x maior do que a distância entre o nosso planeta e a Lua. O astro passa no entorno da Terra a cada 34 anos.
Diferente de outros objetos espaciais grandes, o (415029) 2011 UL21 não orbita próximo ao Sol, mas gira em torno do astro em uma órbita fortemente inclinada, possivelmente por causa da influência da gravidade de Júpiter, que é um planeta imenso.
No próximo sábado (29), outro asteroide, o “2024 MK”, também passará próximo à Terra, a cerca de 290 mil km. A distância é menor que o espaço entre nosso planeta e a Lua, que é de aproximadamente 384,4 mil km. Não há risco de colisão.

Chang'e-6 na Lua em foto divulgada pela imprensa chinesa, em junho de 2024 — Foto: CNSA via Xinhua/AP
A sonda chinesa Chang'e-6 pousou com sucesso na Terra trazendo amostras da Lua, nesta terça-feira (25), de acordo com a imprensa estatal. Com isso, a China se tornou o primeiro país a conseguir coletar amostras do lado oculto lunar e trazê-las para a Terra.
A Chang'e-6 fez um pouso na região norte da China por volta das 14h06, pelo horário local (3h06, em Brasília). Entre a viagem de ida para a Lua e de volta para a Terra, a missão durou 53 dias. A alunissagem aconteceu na bacia de Aitken, uma das maiores crateras de impacto conhecidas no sistema solar.
Com a ajuda de um braço robótico e de um perfurador, a sonda coletou amostras da Lua e deixou o satélite natural dois dias após o pouso.
Cientistas acreditam que a parte oculta da Lua, que nunca é visível da Terra, possui um grande potencial de pesquisa. Isso porque, diferentemente do lado que conseguimos ver, as crateras do lado oculto não estão cobertas por antigos fluxos de lava.
Além disso, o material coletado pela sonda chinesa poderá fornecer pistas de como a Lua se formou.
Investimentos
A China já havia colocado em 2019 uma nave espacial na face oculta da Lua, mas não recolheu nenhuma amostra.
Sob o comando do presidente Xi Jinping, o país tem dedicado um esforço considerável para realizar o "sonho espacial".
Na última década, o governo chinês fez grandes investimentos no programa espacial. O objetivo é desenvolver tecnologia suficiente para se aproximar de Estados Unidos e Rússia.
Até 2030, a China planeja enviar uma missão tripulada à Lua, além de construir uma base superficial no satélite natural.
Enquanto isso, os Estados Unidos acreditam que o programa espacial chinês esteja sendo utilizado para ocultar objetivos militares.
Os Estados Unidos também se preparam para enviar astronautas para Lua em uma missão que deve acontecer em 2026.
Nesta quinta-feira (14), em Boca Chica, no estado do Texas, nos Estados Unidos, a SpaceX, empresa de Elon Musk, realizou a terceira tentativa de lançar o foguete Starship. O voo durou quase uma hora, sendo o mais bem-sucedido até então. O objetivo da companhia era coletar dados que contribuam para a missão de levar astronautas à Lua pela Nasa. Se tudo der certo, o veículo também deve permitir que humanos cheguem a Marte.
Durante a tentativa, o foguete conseguiu retornar à atmosfera da Terra após passar alguns minutos em órbita. Contudo, pouco tempo depois de ligar os dispositivos que permitem o pouso, o contato com o Starship foi perdido. O plano inicial era de que o foguete caísse no oceano Índico e fosse recuperado para a realização de outros testes.
O Starship tem 121 metros de altura e nove metros de diâmetro. Ele é considerado o foguete mais poderoso do mundo e, segundo a SpaceX, deverá ser capaz de transportar até 100 pessoas em voos interplanetários.

Foto: AFP
Na última terça-feira (5), o chefe da agência espacial russa Roscosmos, Yuri Borisov, informou que a Rússia e a China estão considerando instalar uma usina nuclear na Lua entre os anos de 2033 e 2035, para permitir a construção de assentamentos lunares.
“Hoje estamos considerando seriamente um projeto, em algum momento entre 2033 e 2035, para entregar e instalar uma unidade de energia na superfície lunar junto com nossos colegas chineses”, destacou Borisov.
Ele ainda disse que tanto a Rússia como a China têm trabalhado em um programa lunar e que Moscou contribuiu com sua experiência em “energia espacial nuclear”. Segundo ele, esse tipo de energia conseguiria suprir a necessidade de eletricidade para abastecer futuros assentamentos lunares, apontando que painéis solares não seriam o suficiente.
“Este é um desafio muito sério… deveria ser feito em modo automático, sem a presença de humanos”, comentou sobre o possível plano.

Módulo Lunar Odysseus, o Odie | Foto: Nasa
Na madrugada de hoje (15), o foguete SpaceX Falcon 9 decolou do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, no estado americano da Flórida. Em seu topo, o foguete leva o módulo lunar Odysseus, apelidado de “Odie”, que deve fazer a primeira aterrissagem na Lua, por uma nave fabricada pelos EUA, em cinco décadas. O objetivo é identificar recursos-chave no ambiente lunar, como a presença de água, antes de levar astronautas novamente no final desta década.
É esperado que o foguete atinja velocidades de até 11 quilômetros por segundo, de acordo com a Intuitive Machines, contratada pela Nasa para desenvolver a espaçonave. O CEO da empresa, Stephen Altemus, disse que o caminho de Odie equivale a “um arremesso de bola rápida de alta energia em direção à Lua”.
Após queimar o combustível, o foguete deixará o módulo lunar voar sozinho pelo espaço. A partir daí, a sonda deve consultar um mapa das estrelas a bordo, para poder se orientar no espaço e direcionar seus painéis solares em direção aos raios do Sol, para carregar suas baterias.
Cerca de 18h depois de ter iniciado o voo, o módulo ligará seu motor e continuará a viagem em direção à superfície da Lua. É esperado que o campo gravitacional do satélite natural da Terra atraia Odie à medida que ele se aproximar.
O pouso, que deve acontecer em uma cratera perto do polo sul da Lua, está programado para ocorrer no dia 22 de fevereiro.

Conjunção entre Lua e Vênus | Imagem: Observatório de Astronomia da Unesp
Neste mês de fevereiro, alguns eventos astronômicos poderão ser observados no céu. Nos dias 7 e 15, por exemplo, haverá uma conjunção entre a Lua e os planetas Vênus e Júpiter, respectivamente. Uma conjunção ocorre quando dois ou mais astros parecem estar próximos um do outro no céu, pela perspectiva do observador. As pessoas poderão ver os eventos a olho nu.
Além dos acontecimentos mencionados, Marte e Vênus também terão uma conjunção, na noite do dia 22.
A identificação dos corpos celestes no céu podem ser feitas mais facilmente com o auxílio de alguns aplicativos para celular, como o Carta Celeste, o Stellarium e o SkyMap.
A seguir, veja o calendário dos principais eventos astronômicos deste mês.

Foto: divulgação/Observatório Helle & Jung
Na noite desta quarta-feira (30) será possível observar o fenômeno da superlua azul. O evento acontece sempre que ocorrem duas luas cheias em um mesmo mês, mas apesar do nome, a Lua não terá uma coloração azul. Essa superlua terá o seu ponto mais próximo da Terra por volta das 22h36, quando se encontrará a 357.181km de distância, apresentando um tamanho 14% maior do que uma lua cheia comum.
De acordo com a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa, do inglês), Saturno também aparecerá próximo à Lua. Quando o crepúsculo da noite terminar, o planeta estará 5 graus no canto superior direito do satélite natural da Terra.
Além disso, todo mês, no evento conhecido como Perigeu, a Lua atinge um ponto mais próximo da Terra. Com isso, ocorrerá uma variação das marés, que ficarão mais fracas em alguns momentos e muito fortes em outros. Esse tipo de maré, chamada de “viva perigeana”, ocorre durante os períodos de lua cheia e de lua nova.

Paranaense é a primeira mulher brasileira a fazer curso de astronauta nos EUA — Foto: Reprodução/RPC
Aos 22 anos, Andressa Ojeda é a primeira mulher brasileira a fazer um curso avançado nos Estados Unidos para se tornar astronauta.
Natural de Loanda, no noroeste do Paraná, a jovem estuda engenharia aeroespacial em uma universidade da Flórida.
Na instituição, Andressa desenvolve um projeto para enviar uma câmera e wi-fi para a Lua.
"Essa câmera vai ser enviada para a Lua e vai tirar foto da nave antes dela pousar. Também vai ser a primeira vez que eles vão usar wi-fi na Lua, para enviar dados e essas coisas. Eu estou muito feliz e empolgada de estar fazendo parte desse projeto", compartilha a jovem.
Andressa já tem um histórico de pioneirismo. Ela também foi a primeira brasileira a estagiar no CERN, o maior laboratório de física do mundo, conhecido por abrigar o maior acelerador de partículas do planeta.
A jovem passou sete meses no centro europeu de pesquisa, na Suíça, onde teve a oportunidade de conhecer e trabalhar com os maiores cientistas do mundo.
Para ela, todas essas conquistas são apenas do início da jornada.
"O céu é só o começo", brinca.
A estudante conta que o pai, Paulo Ojeda, foi um dos principais incentivadores do sonho dela de seguir a carreira de astronauta
"Quando eu falei para o meu pai: 'Olha, eu quero ser astronauta', eu não esperava o suporte que ele me deu. Ele falou: 'Se é isso que você quer, a gente vai correr atrás junto e vai fazer acontecer'", relembra.
Para Paulo, a prioridade sempre foi incentivar o sonho da filha.
"Quando ela veio para mim e falou que queria ser astronauta eu falei: 'Legal, vamos ver o que precisa'. Partiu muito da confiança de pai e filho, de entender que esse sonho era real para ela e que não era brincadeira", conta.
O pai relata que a filha serve de inspiração e relembra orgulhoso que a jovem foi convidada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) a participar da conferência "Space For Women", da Organização das Nações Unidas (ONU), em Dubai.
O projeto incentiva e apoia a participação de mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática em todo o mundo.
Porém, a inspiração para outras pessoas começa dentro de casa. O pai, viu na filha o incentivo que faltava para voltar a estudar.
Formado em Administração, Paulo agora é também estudante de Engenharia.
"Eu comecei a ficar muito curioso e voltei a estudar. Tem três meses que estou fazendo o curso. É EAD (Ensino a Distância), mas estou bem empolgado com todas as possibilidades de abrir a cabeça com estudos novos", comemora o pai.
