
Refinaria Abreu e Lima | Foto: Agência Petrobras
As construtoras Andrade Gutierrez e Novonor, a ex-Odebrecht, venceram a licitação para as obras de complementação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que foi o pivô da Operação Lava Jato. As obras são do segundo trem da Rnest e devem ampliar de 100 mil para 260 mil barris por dia a produção de diesel S10. O objetivo é trazer autossuficiência do combustível para o país.
A Consag, empresa da Andrade Gutierrez, venceu dos lotes, cujos valores giram em torno de R$ 3,9 bilhões. A Tenenge, da Novonor, também ficou com dois lotes, mas as quantias envolvidas estão acima de R$ 8 bilhões. Além dessas duas, outras três companhias venceram a disputa.
Ambas as construtoras mencionadas estavam envolvidas em um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil. Desde a Lava Jato, a Odebrecht precisou recorrer à Justiça para não falir e entrou em uma recuperação judicial. A Andrade, por sua vez, passou por uma reestruturação.
A Abreu e Lima tem um histórico de corrupção desde o 1° mandato do governo Lula até a gestão de Dilma Rousseff. A refinaria é responsável por 6% da capacidade de refino da Petrobras e 15% de toda produção de S10 da empresa.

Foto: divulgação/redes sociais
O ex-assessor de André Janones (Avante/MG), Fabrício Ferreira de Oliveira, acusou o deputado federal de ter se envolvido em um esquema milionário de shows sem licitações, em Ituiutaba (MG). A prefeita da cidade, Leandra Guedes, é ex-assessora e ex-namorada de Janones. As informações de Oliveira foram levadas à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o ex-assessor, Gusttavo Lima, Alok, Zezé Di Camargo & Luciano e Jorge & Mateus teriam feito apresentações com “fortes indícios de desvio de erário público”. Os pagamentos teriam sido feitos por Janones através de emendas parlamentares. Também de acordo com Oliveira, um grupo ligado ao deputado era responsável pela venda de ingressos e bebidas nos eventos promovidos pela prefeitura.
“A comercialização não poderia ocorrer, uma vez que tais eventos foram organizados com verba pública”, disse Fabrício.
A prefeita Leandra Guedes também estaria envolvida no esquema de devolução de salários, pontapé inicial das denúncias envolvendo o parlamentar, que destinou 76% de suas emendas para a Prefeitura de Ituiutaba nos últimos quatro anos. Ao todo, foram aproximadamente R$ 58,4 milhões destinados para o município, que tem pouco mais de 102 mil habitantes.
Do valor mencionado, houve um repasse de R$ 25 milhões por meio da Emenda Pix, que seria um mecanismo sem transparência ou fiscalização.
