Foto: Álvaro Henrique/Secretaria de Educação do DF

O Ministério da Educação (MEC) pretende homologar uma decisão do Conselho Nacional da Educação (CNE) que pode tornar obrigatório a existência de aulas presenciais em pelo menos 50% da carga horária de cursos de licenciatura e pedagogia da Educação a Distância (EaD). Segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), essa eventual mudança pode causar a evasão de milhões de brasileiros do ensino superior.

De acordo com a associação, aproximadamente 3,5 milhões de pessoas cursam o ensino superior de forma remota e, deste número, 1,6 milhão estão matriculados em cursos de licenciatura. Assim, uma parcela significativa sairia prejudicada caso as aulas presenciais fossem tornadas obrigatórias.

O intuito do MEC é tentar colocar a EaD em ordem, visto que muitos cursos surgiram depois da pandemia de covid-19 e muitos não levam em conta os critérios reais de um ensino de qualidade. Segundo foi divulgado pela pasta, apenas 450 cursos de ensino superior EaD conseguiram notas 4 ou 5 no Conceito Preliminar de Curso (CPC). O número equivale a 26,6% dos cursos avaliados.

“Quem está bancando isso em nome da qualidade, daqui a alguns anos será conhecido como um grupo que contribuiu para levar a formação de professores do Brasil a um número inviável”, disse o presidente da Abed, João Mattar.

No final de 2023, um estudo divulgado pelo “Todos pela Educação” mostrou que seis em 10 alunos formandos de licenciatura fizeram EaD.

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