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Os resultados dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca constataram que Maria Katharina, de 10 anos, não foi vítima de violência. A criança foi encontrada sem vida em um estábulo perto da residência onde morava em Palmeira dos Índios.
De acordo com informações do perito médico legista do IML Francisco Milton, não foram identificadas lesões de defesa ou sinais de tortura no exame pericial realizado no corpo da menina. O legista informou ainda que não foram encontradas fraturas no osso hioide, o que mostra que não ocorreu tentativa de estrangulamento.
Segundo o laudo, a causa da morte foi asfixia por enforcamento, evidenciada pelos sinais característicos encontrados durante o procedimento médico-legal. Francisco Milton destacou que foram coletadas amostras de sangue e conteúdo gástrico, que ficarão guardados caso ocorra uma solicitação de exames complementares de toxicologia forense.

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O laudo do Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro concluiu que a estudante universitária Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, morreu de exaustão térmica causada pelo calor. A jovem passou mal após a primeira apresentação da cantora Taylor Swift, no Rio de Janeiro, chegou a ser socorrida mas não resistiu.
De acordo com a conclusão do perito Reginaldo Franklin Pereira, que assina o laudo ao qual a CNN teve acesso, a jovem estava exposta a um calor extremo no ambiente, provocado pela exposição indireta ao sol, uma vez que, no corpo dela, não havia sinais de manifestação na pele por exposição direta aos raios solares.
Ainda segundo o legista, a evolução clínica do quadro da estudante foi de choque cardiovascular e comprometimento grave dos pulmões, resultando na morte súbita.
O documento aponta, também, que houve rompimento dos vasos sanguíneos que irrigam os pulmões e a paralisação de vários órgãos por exposição difusa ao calor, processo que durou entre oito e dezoito horas até levar a jovem à morte.
No laudo, o perito deixa claro que Ana Clara não ingeriu bebida alcóolica, não consumiu substâncias tóxicas e também não tinha doenças preexistentes.
No dia 17 de novembro, data da apresentação, os termômetros na cidade ultrapassaram os 40ºC. Muitos fãs passaram a tarde no Estádio Nilton Santos, na zona norte do Rio, esperando o show começar. Houve denúncias de que a organização do evento impediu o acesso do público com garrafas d’água e também não forneceu pontos de hidratação gratuita ao público.
A Polícia Civil informou que após análise do laudo do IML, os representantes da empresa organizadora do evento, a Time for Fun (T4F), serão chamados para prestar esclarecimentos. A investigação segue em andamento.
Em nota, a T4F disse que seguiu todas as melhores práticas de organização de eventos, incluindo todas as exigências das autoridades, e afirmou que distribuiu milhares de copos de água e permitiu a entrada com copos de água descartáveis sem qualquer limitação de quantidade no dia do show.
“A empresa reitera, como tem feito desde o ocorrido, que lamenta profundamente a perda de Ana Clara. Ela foi prontamente atendida por socorristas e encaminhada em ambulância UTI, acompanhada por médicos até o hospital para que pudesse receber atendimento. A empresa segue prestando todas as informações solicitadas pelos órgãos públicos e colabora com as autoridades na investigação em curso. Em mais de 40 anos de atuação, a empresa nunca havia registrado um episódio trágico como o ocorrido no Engenhão, decorrente de fator climático”, completa.
