
Lagoa Mundaú | Foto: João Urtiga/Alagoas 24h
Na manhã do último domingo (28), um cadáver foi encontrado boiando a cerca de 50m da margem da Lagoa Mundaú, no bairro Vergel do Lago, em Maceió. A vítima, que não teve a identidade revelada, apresentava marcas de tiro no peito e na cabeça, e estava com as pernas amarradas.
De acordo com as informações do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), uma guarnição do 1° Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada para a ocorrência e, ao constatar a veracidade da mesma, acionou o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), a Polícia Civil (PC), a Polícia Científica (Polc) e o Instituto Médico Legal (IML).
Os bombeiros foram os responsáveis pelo resgate do corpo. A equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PC foi até o local e realizou os procedimentos cabíveis. O corpo foi levado para o IML.

Mina 18 da Braskem, antes do colapso | Foto: Emerson de Lima
Um estudo recente, solicitado pela Defesa Civil de Maceió e reforçado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), indica que uma caverna gigante, localizada a 723,7 metros da superfície da Lagoa Mundaú, resultou da união entre as minas 20 e 21. O relatório preliminar indica que foram 4,4 metros de diferença com a profundidade registrada em novembro de 2023, mostrando que o espaço está avançando para a superfície.
Nos últimos dois meses, conforme o estudo, a cavidade aumentou de tamanho. Em 2023, a caverna tinha 119 metros de altura, enquanto este ano, ela está com 121 metros. O espaço é o suficiente para abrigar quase quatro estátuas do Cristo Redentor. A largura também aumentou, passando de 95m para 96,52m.
O colapso da mina 18 não afetou a caverna formada pelas minas 20 e 21.

Foto: Paulo Nemezio/Reprodução
O resultado da análise das primeiras amostras retiradas da Lagoa Mundaú após o rompimento de parte da mina 18 da Braskem indicam que não houve alteração significativa na qualidade da água. A conclusão foi apresentada por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e do Instituto do Meio Ambiente (IMA) nesta segunda-feira (18).
Para a análise, foi feito o comparativo com amostras coletadas antes do colapso da mina. Os testes realizados em laboratório não indicaram elevação dos índices de sódio, cálcio e magnésio, entre outros que poderiam afetar o ecossistema na lagoa.
"Nessas análises que nós fizemos, nenhum desses compostos que nós encontramos, inclusive na mancha, apresentou índice elevado em relação ao que a gente já tinha de histórico", explicou o pesquisador e professor Emerson Soares, que coordena o projeto Laguna Viva, da Ufal.
A mancha a qual o professor se refere é a área exata onde houve o rompimento, que ficou com água turva. Os resultados mostraram que a única alteração se deu na amostra coletada nesse local, apontando alteração no nível de transparência da água.
Embora a notícia seja otimista, os pesquisadores ressaltam que é preciso continuar monitorando a área.

Imagem: reprodução/Operações Aéreas de Alagoas
No último domingo (10), após o rompimento da mina 18, no Mutange, uma equipe do Grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas coletou uma amostra da água da Lagoa Mundaú. A ação foi feita depois de uma solicitação da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, que tem o objetivo de descobrir o impacto do rompimento na lagoa.
A análise da água será feito por membros do Instituto do Meio Ambiente (IMA), com a intenção de que seja feito o “tratamento correto e eficaz”.
Abaixo, veja um vídeo do helicóptero da SSP sobre a Lagoa Mundaú. O material foi coletado através de um cabo pendurado, para não comprometer a qualidade da água que seria analisada.
Vídeo: Operações Aéreas de Alagoas
Nas redes sociais, imagens foram compartilhadas, mostrando um rastro formado na lagoa depois do rompimento da mina. Confira a seguir:
