Vista aérea de São Leopoldo no dia 4 de maio de 2024 | Foto: Digue Cartoso/Prefeitura de São Leopoldo

O monitoramento do governo do Rio Grande do Sul, feito até às 17h do último sábado (25), revelou que quatro dos sete rios do estado ainda estão acima da cota de inundação. Entre eles estão o Guaíba, em Porto Alegre, o Sinos, em São Leopoldo, o Gravataí, em Passo das Canoas, e a Lagoa dos Patos, em Laranjal.

O último registro mostrou que o rio Guaíba está com o nível em 4,09m, enquanto sua cota de inundação é de 3m. O rio dos Sinos está com 4,76m, mas sua cota é de 4,5m. O Gravataí está em 5,40, enquanto sua cota de inundação é de 4,75m. Por fim, a Lagoa dos Patos está com o nível em 2,07m, enquanto sua cota é de 1,30m.

Chuvas podem voltar a atingir o estado

Enquanto para este domingo (26) a previsão para o RS é de tempo firme, com sol entre nuvens e frio, a partir de amanhã (27), a projeção é de que haja chuva e ventos pontualmente fortes, com um acúmulo de até 60mm/dia no Sul, Costa Doce, região dos Vales, Nordeste, região metropolitana de Porto Alegre e litoral.

As chuvas devem seguir sobre o litoral gaúcho também na terça-feira (28). Os ventos de sudoeste/sul e na região leste podem ultrapassar os 60 km/h.

Em toda a faixa leste, o tempo segue instável até o dia 29. Um ciclone extratropical em alto-mar pode causar ressaca sobre a costa do estado.

Foto: Max Peixoto/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo

A construção de um canal emergencial para ligar a Lagoa dos Patos, no sul do Rio Grande do Sul, ao Oceano Atlântico é uma das ações cogitadas para acelerar o escoamento da água do Guaíba, que deságua na lagoa. A construção de barragens nos afluentes do Guaíba também é uma possibilidade para um controle do fluxo de água durante eventos extremos.

Segundo o analista de Clima e Meio Ambiente Pedro Côrtes, a construção de um canal para ligar a Lagoa dos Patos ao Atlântico não pode ser permanente e deve ser aberto apenas em situações de emergência, uma vez que sua existência poderia prejudicar o fluxo normal de água e causar assoreamento, dificultando a navegação.

Além disso, a água poderia ficar salobra.

No caso da construção de barragens, Côrtes diz que um sistema poderia regular o fluxo e evitar inundações rio abaixo.

Apesar das possibilidades apontadas, qualquer solução poderá ter impactos ambientais e devem ser avaliadas com cuidado.

Área inundada de Porto Alegre | Foto: Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Com as chuvas que voltaram a atingir o Rio Grande do Sul entre o último sábado (11) e hoje (12), o nível do rio Guaíba deve voltar a subir e pode passar dos cinco metros. Às 9h, o afluente já registrava 4,65 metros. O aumento ainda pode ser potencializado pela vazão dos rios contribuintes e pelos ventos. A Lagoa dos Patos também está com níveis elevados e que podem aumentar nas regiões costeiras.

Além do Guaíba, outros grandes rios gaúchos também apresentam uma possibilidade de elevação, sendo elas rápidas em cotas de inundação nas bacias dos afluentes Caí, Taquari e Jacuí. As cidades localizadas no delta dessas áreas estão em alerta ou inundadas.

No baixo rio Uruguai, por outro lado, é possível observar uma estabilidade, com declínio dos níveis a partir de São Borja.

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