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O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento igual ou maior que 0,5° nas águas do oceano, está chegando ao fim no Brasil. Na última quinta-feira (13), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), informou que as condições de temperatura na superfície do Oceano Pacífico já estão voltando à média climatológica, depois de um ano de elevação.
Com o afastamento do El Niño, o Inmet estima que há 69% de chances de ocorrer o La Niña no Brasil, a partir do segundo semestre deste ano. Este segundo fenômeno é o inverso de sua contraparte masculina: enquanto o El Niño se caracteriza pelo aquecimento, o La Niña tem uma diminuição igual ou maior do que 0,5° na temperatura do Pacífico.
Como efeito, deve haver um aumento das chuvas nas regiões Norte e Nordeste, bem como um tempo mais seco no Sul e chuvas menos regulares no Centro-Sul.
Com o tempo seco persistente, é possível que o La Niña favoreçam prováveis ondas de calor entre agosto e outubro. Até estes meses, deve haver frio pouco intenso em grande parte do país.

A influência do La Niña no Brasil são associados a chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste | Paulo Pinto / Agência Brasil
O fenômeno metereológico "La Niña" deve trazer clima mais ameno ao planeta, após o El Niño elevar a recordes de calor em 2023. A informação é do relatório da OMM (Organização Meteorológica Mundial), órgão climático da ONU.
Segundo a OMM, mesmo com o fim do El Niño, os registros de temperaturas da superfície do mar continuaram altas, devido aos efeitos da mudança climática global.
E a Organização faz um alerta: Em meio a esse contexto, em diversos lugares, a previsão é de que eventos naturais ocorram em um cenário de mudanças climáticas globais.
“O que se pode esperar é, de fato, efeitos opostos aos ligados ao El Niño. Chuvas abundantes agora no verão, porque esta é a estação de chuvas nesta região, mas também nas Caraíbas e na América Central. E isto acaba por estar relacionado com a época dos furacões, que foi recentemente dada uma previsão que esta época seja acima do normal, em termos de atividades de tempestades tropicais. Isto está geralmente ligado com o fenômeno La Niña que em geral favorece que tal aconteça. Mas também na região de aquecimento da água do mar continua com valores recordes.”, afirma Alvaro Silva, climatologista da OMM
Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais), a influência do La Niña no Brasil são associados a chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste e períodos mais secos no Centro-Oeste e Sul. Além disso, a temperatura deve cair, porém cada edição do fenômeno é única.
