Ataque russo com mísseis e drones na capital da Ucrânia — Foto: Gleb Garanich/Reuters

A Rússia voltou a atacar Kiev, capital da Ucrânia. Desta vez, foram 35 mísseis balísticos e 23 drones lançados contra a capital ucraniana, quase todos interceptados pela defesa do país.

O ataque aconteceu nas primeiras horas desta segunda-feira (2) e, segundo militares da Ucrânia, feriu ao menos duas pessoas atingidas por destroços dos mísseis interceptados. Foram derrubados 22 dos 35 mísseis e 20 dos 23 drones russos.

Sirenes de emergência foram acionadas cerca de duas horas antes de o bombardeio atingir a capital da Ucrânia. Mesmo com praticamente todos os mísseis e drones sendo interceptados pelo sistema de defesa de Kiev, uma casa de caldeiras na estação de tratamento de água da cidade foi atingida.

Outro ponto atingido, segundo Vitali Klitschko, prefeito de Kiev, foi a entrada de uma estação de metrô. Algumas estações deste sistema subterrâneo de transporte são utilizadas como abrigo antibombas.

Visão geral de um edifício danificado após ataque ucraniano em Saratov, na Rússia — Foto: Roman Basurgin via Telegram / via Reuters

Um ataque de drones da Ucrânia atingiu e danificou casas em um bairro residencial de Saratov, na Rússia, informou o governador regional Roman Basurgin nesta segunda-feira (26).

Por conta do ataque, voos comerciais foram suspensos na região de Saratov. "Uma mulher foi hospitalizada em estado grave", disse Basurgin. "Médicos lutam pela vida dela."

O Ministério da Defesa da Rússia disse que seus sistemas de defesa aérea destruíram nove drones sobre a região de Saratov, que fica a cerca de 900 km da fronteira com a Ucrânia.

Drones perto de Kiev

Já a Ucrânia informou que até 10 drones foram destruídos perto de Kiev, também nesta segunda-feira.

Tanto a Rússia quanto a Ucrânia negam ter como alvo civis. Cada país diz que seus ataques visam destruir infraestrutura de guerra do inimigo.

Fachada de hospital pediátrico em Kiev após bombardeio russo, em 8 de julho de 2024. — Foto: Gleb Garanich/ Reuters

Em um dos piores bombardeios desde o início da guerra, a Rússia voltou a atacar Kiev nesta segunda-feira (8) com um lançamento em série de mísseis que deixaram cerca de 28 pessoas mortas e atingiu um hospital pediátrico, segundo autoridades locais.

O hospital pediátrico Ohmatdyt, o maior de Kiev, foi parcialmente destruído. Imagens do local mostraram que uma das fachadas veio totalmente abaixo, e autoridades disseram que há crianças entre os mortos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que várias pessoas estavam presas sob os escombros do hospital.

"Há pessoas sob os escombros e ainda não sabemos o número exato de vítimas. No momento, todos estão ajudando a retirar os escombros, tanto médicos como pessoas comuns", disse o presidente.

O prefeito da capital ucraniana disse que este é um dos piores ataques à cidade desde o início da guerra na Ucrânia, há mais de dois anos. A Rússia disparou mais de 40 mísseis contra Kiev, ainda segundo o prefeito.

Outras cidades do centro e do leste do país também foram alvejadas, como Dnipro, Sloviansk, Kramatorsk e a cidade-natal de Zelensky . Os bombardeios também destruíram três subestações de energia elétrica da cidade, informou a operadora local, a DTEK.

Rússia negou ter atingido alvos civis. Nesta manhã, o Ministério da Defesa russo disse ter atacado apenas bases aéreas militares em território ucraniano.

Dez das 20 mortes aconteceram na cidade-natal de Zelensky, Kryvyi Rih, no centro do país. Segundo o prefeito local, outras 30 pessoas também ficaram feridas.

Em Dnipro, um arranha-céu e uma empresa foram danificados, afirmou o governador de Dnipropetrovsk, Sergei Lysak. O ataque também atingiu um posto de gasolina, onde deixou feridos.

No leste da Ucrânia, na região de Donetsk, onde as forças russas avançaram nas últimas semanas, pelo menos três pessoas morreram em Pokrovsk, uma cidade que antes da guerra tinha quase 60 mil habitantes.

Reações Russas

O Kremlin não reagiu aos bombardeios, mas normalmente insiste que não ataca instalações civis.

"Este bombardeio afetou civis, atingiu infraestruturas, e o mundo inteiro deveria ver hoje as consequências do terror, que só podem ser respondidas com força", disse o chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Andrei Yermak.

Zelensky, que nesta semana irá a Washington, nos EUA, para participar de uma cúpula da Otan, pediu aos aliados que enviem mais sistemas de defesa antiaérea à Ucrânia, país devastado por mais de dois anos de guerra.

"A Rússia não pode afirmar que ignora por onde voam os seus mísseis e deve prestar contas por todos os seus crimes", denunciou o presidente ucraniano em outra mensagem nas redes sociais.

REUTERS/Gleb Garanich

A Rússia lançou um ataque aéreo a Kiev na manhã desta quarta-feira (12), no horário local, com sistemas de defesa aérea empenhados em repelir os ataques, informou a administração militar da capital ucraniana no aplicativo de mensagens Telegram.

Várias explosões foram ouvidas dentro e ao redor de Kiev, relataram testemunhas da Agências de Notícias Reuters.

Alertas de ataques aéreos foram anunciados em toda a Ucrânia durante a noite de terça-feira (11).

Apoio

A Ucrânia e seus aliados obtiveram apoio nesta terça-feira (11), em Berlim, para proteger as cidades ucranianas dos mísseis russos e pediram que empresas internacionais ajudem na reconstrução pós-guerra.

Kiev espera que uma conferência de recuperação consolide suas credenciais como futuro membro da União Europeia.

Além disso, a Ucrânia também busca injeções de financiamento para a reconstrução, mesmo que as forças russas continuem a realizar avanços no leste do território ucraniano.

Presidente da Rússia, Vladimir Putin - Foto: Reprodução/Internet

A Rússia anunciou esta quinta-feira que neutralizou nove drones ucranianos que se dirigiam para Moscovo, poucas horas antes de o presidente, Vladimir Putin, participar num encontro com jornalistas e cidadãos na capital russa.

"Foi frustrada uma tentativa do regime de Kiev de levar a cabo um ataque terrorista utilizando drones aéreos contra locais em território russo", afirmou o Ministério da Defesa russo em comunicado.

"Nove drones ucranianos foram destruídos ou intercetados" sobre Kaluga, a 160 quilómetros da capital russa, e a região de Moscovo, segundo a mesma fonte.

Kiev não se pronunciou sobre a acusação do suposto ataque contra Moscovo tendo-se referido aos lançamentos de aparelhos aéreos não tripulados lançados pela Rússia contra a Ucrânia.

Um relatório militar ucraniano refere hoje que Kiev intercetou 41 dos 42 drones explosivos lançados pela Rússia durante a noite.

Segundo a mesma fonte, o Exército russo também disparou mísseis S-300 em direção às regiões meridionais de Kherson e Mykolaiv.

Kiev não detalhou as consequências destes ataques.

*Por Lusa - Moscou

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