

Vídeo: Ascom PC/AL
A Polícia Civil (PC) informou, nesta terça-feira (16), que já iniciou as oitivas dos parentes e vizinhos do bebê encontrado morto, possivelmente por asfixia, na própria casa, no município alagoano de Chã Preta. O caso ocorreu na última sexta-feira (12). A mãe da criança foi autuada por infanticídio.
“Nós recebemos as peças do auto de prisão em flagrante [da mãe] e eu determinei à equipe de Chã Preta que iniciasse as oitivas de parentes e vizinhos do local do fato. Estamos aguardando também a confecção do laudo cadavérico definitivo após a realização de exames complementares no material retirado do bebê”, disse o delegado Fernando Lustosa.
Depois da apuração do caso a polícia deve chegar a uma conclusão sobre a responsabilidade da mãe do bebê e as circunstâncias da morte da vítima.

Nesta quinta-feira (26), uma bebê de um ano de idade, identificada como Júlia, foi assassinada pela própria mãe, Eliane Nunes da Silva, com golpes de faca, dentro do berço, no bairro do Geisel, em João Pessoa (PB). O crime hediondo ocorreu após uma discussão entre a mulher e o pai da vítima, que terminou o relacionamento horas antes do ocorrido.
A criança foi ferida em várias regiões do corpo. Depois de ter cometido o crime, a mãe, ainda ensanguentada, se apresentou à polícia e confessou o que havia feito. A mulher será indiciada por infanticídio. Não havia ninguém dentro da casa, motivo pelo qual Eliane é a única suspeita de ter causado a morte de Júlia.
“Em 12 anos de polícia, eu confesso que foi uma das cenas que mais me causaram repulsa, pela quantidade de ferimentos nessa criança, em seu leito de dormir, que era um berço”, afirmou o delegado Diego Garcia, que investiga o caso.
A perícia será responsável por determinar a quantidade de golpes de faca realizados contra a criança. A mulher poderá passar por uma análise psicológica, para averiguar a sanidade mental.
“Temos que ter muito cuidado com a palavra ‘surto’, porque às vezes uma pessoa de má fé usa justamente disso para se defender, ‘justificar’ o cometimento do crime”, disse o delegado.