


O FBI, principal agência federal de investigação dos EUA, confirmou que o ex-presidente Donald Trump foi de fato ferido por uma bala “inteira ou fragmentada” no atentado sofrido durante um comício no dia 13 de julho, na Pensilvânia.
“O que impactou o ex-presidente na orelha foi uma bala, inteira ou fragmentada em pequenos pedaços”, afirmou, em comunicado, o FBI.
No dia 13 de julho, Trump fazia um comício na Pensilvânia quando foi atingido na orelha após disparos de fuzil, realizados por um homem de 20 anos, que foi morto por agentes do Serviço Secreto. Uma pessoa que acompanhava o discurso morreu, e outras duas ficaram feridas.
Segundo o New York Times, em matéria nesta sexta-feira, “uma análise detalhada das trajetórias das balas, imagens, fotos e gravações de áudio (...) sugere de forma contundente que Trump foi ferido de raspão pela primeira das oito balas disparadas”.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) publicou uma nota nos seus canais de comunicação, respondendo aos questionamentos do deputado federal Delegado Fabio Costa (PP) sobre as circunstâncias de uma operação que resultou na apreensão de um fuzil- com integrantes de uma facção criminosa.
Em seu perfil no Instagram, o deputado Fabio Costa contestou a versão da SSP, que o fuzil de uso restrito das Forças Armadas teria sido enviado por um traficante alagoano que está foragido no Rio de Janeiro- para ser usado pelo crime organizado em Alagoas. Segundo o parlamentar, pertenceria a um atirador de Maceió.
“Se essa informação for confirmada, nós estaremos diante de um verdadeiro escândalo na segurança pública de Alagoas. Se esse fuzil pertencer realmente a um atirador alagoano, eu só posso concluir que essa história foi inventada para enganar a população com a falsa demonstração de que um grande trabalho de inteligência teria desarticulado uma ação do crime organizado”, afirmou o deputado, nas redes sociais.
No ofício, assinado pelo secretário de Segurança Pública, delegado Flávio Saraiva, o órgão avalia que as declarações de Fabio Costa “são ofensivas a honra de todos os profissionais de segurança pública que estiveram envolvidos na exitosa ação de combate ao crime organizado”.
Ainda na Nota, a pasta reitera que a apreensão do fuzil estava em posse da facção criminosa Comando Vermelho, cujo líder em Alagoas é o indivíduo foragido da justiça conhecido como “Nem Catenga”. E reforça que o armamento pesado seria utilizado pelo grupo na região da Brejal e adjacências, em Maceió.
“No tocante à origem do fuzil apreendido, que Vossa Excelência afirma ser de atirador alagoano, é salutar informar que tal dado não descaracteriza a verdade dos fatos de que o fuzil fora adquirido pelo traficante “Nem Catenga” para utilização de facção criminosa atuante em Maceió".
De acordo com a SSP, há informações de caráter sigiloso na investigação, por estar no bojo das ações de inteligência, que não serão divulgadas. “Com o respeito devido, causa perplexidade que Vossa Excelência, com a experiência que acumulou, especialmente em confrontos com o crime organizado de roubo a banco, não tenha conseguido discernir quais informações podem e devem ser divulgadas e quais outras devem ser mantidas sob sigilo pelo tempo devido”.
E continua a nota: “Acerca da informação trazida por Vossa Excelência de que o fuzil apreendido teria sido extraviado de atirador de Maceió, é importante esclarecer que este dado está sendo investigado e que tal informação somente chegou oficialmente à polícia judiciária no dia 11/07/2024, quando o atirador em questão registrou boletim de ocorrência do suposto furto das armas de fogo. Logo, Vossa Excelência anunciou nas redes sociais, em 10/07/2024, informação supostamente desconhecida pelo próprio atirador e, portanto, seria de grande valia que o Excelentíssimo Deputado pudesse espontaneamente procurar a autoridade policial judiciária competente e prestar todas as informações que obteve a fim de se esclarecer como o fuzil, supostamente furtado de atirador, foi parar nas mãos de violenta facção criminosa”.
Leia Nota na integra:
Excelentíssimo Senhor Deputado Federal
Delegado Fabio Costa
Senhor Deputado,
Por meio deste, prestamos informações requeridas por Vossa Excelência através do Ofício 085/2024, de 10/07/2024, pelo qual o excelentíssimo Deputado registra ter recebido “na tarde de hoje a informação de que o fuzil apreendido, na verdade. pertence a um atirador, detentor de Certificado de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), residente em Maceio (…) que esse atirador teve ao todo sete armas extraviadas”. Além disso, Vossa Excelência solicita que os fatos narrados acima (possivelmente o suposto furto do armamento) sejam devidamente apurados.
Primeiramente, embora os questionamentos de Vossa Excelência no citado Ofício tenham sido resumidos e respeitosos, lamentamos que esta mesma postura não tenha sido adotada em vídeo publicado na rede social Instagram de Vossa Excelência, em 10/07/2024, com título “escândalo da apreensão de fuzil em Alagoas”. Na referida publicação, sob alegação de que o fuzil apreendido pertenceria a atirador alagoano, Vossa Excelência cogita “que essa história” (apreensão do fuzil do Comando Vermelho) “foi inventada para enganar a população com a falsa demonstração de que um grande trabalho de inteligência teria desarticulado uma ação do crime organizado”.
Cumpre esclarecer que as declarações de Vossa Excelência são ofensivas a honra de todos os profissionais de segurança pública que estiveram envolvidos na exitosa ação de combate ao crime organizado e que o descrédito às instituições de Segurança, propagado por Vossa Excelência a partir de avaliações pessoais equivocadas, causa sensação de insegurança e prejudica o trabalho dos policiais que diariamente combatem as organizações criminosas.
Isto posto, esta Secretaria de Estado da Segurança Pública reitera as informações já divulgadas à imprensa quanto à apreensão de fuzil pertencente à facção criminosa Comando Vermelho, cujo líder em Alagoas é o indivíduo foragido da justiça conhecido como “Nem Catenga”. Adquirido pelo grupo criminoso, o armamento pesado seria utilizado pela facção criminosa na região da Brejal e adjacências, nesta Capital.
No tocante à origem do fuzil apreendido, que Vossa Excelência afirma ser de atirador alagoano, é salutar informar que tal dado não descaracteriza a verdade dos fatos de que o fuzil fora adquirido pelo traficante “Nem Catenga” para utilização de facção criminosa atuante em Maceió. Evidentemente, como se tratou de ação de inteligência, como deve saber Vossa Excelência, na condição de delegado de polícia, alguns detalhes importantes para o desencadeamento da ação policial permanecem sob sigilo. Conforme estabelecido pela Política Nacional de Inteligência de Segurança Pública (PNISP), instituída pelo Decreto nº 10.777/2021 (acessível no link anexo), a atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP) é de natureza sigilosa e tem como propósito a produção e difusão de conhecimentos úteis, precisos e oportunos, necessários ao exercício do processo decisório, e, ainda, a proteção da atividade como um todo, de forma a potencializar seus resultados.
Nesse contexto, a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública (DNISP) orienta que a proteção está relacionada com a produção de conhecimento e implementação de medidas de segurança, voltadas à salvaguarda de dados e conhecimentos sigilosos, além da identificação e neutralização das ações adversas de qualquer natureza, por meio de atividades de contrainteligência que evitem o comprometimento, perda de segurança, e o vazamento, divulgação não autorizada, desses dados e conhecimentos.
Em resumo, ações delicadas e sensíveis como esta, envolvendo armamento de grosso calibre adquirido por facção criminosa, natural que ações de inteligência e contrainteligência sejam adotadas para proteger a própria atividade de inteligência, bem como todos os seus recursos, como instalações, pessoas, equipamentos, recursos e fontes humanos. Com o respeito devido, causa perplexidade que Vossa Excelência, com a experiência que acumulou, especialmente em confrontos com o crime organizado de roubo a banco, não tenha conseguido discernir quais informações podem e devem ser divulgadas e quais outras devem ser mantidas sob sigilo pelo tempo devido.
Nesse ponto, convém lembrar que a Lei nº 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação (acessível no link anexo) prevê, em seu art. 24, a possibilidade de informação sigilosa, em razão de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poder ser classificada como ultrassecreta, secreta ou reservada, com prazos máximos de restrição de 25, 15 e 5 anos, respectivamente. Nos termos do art. 23, inciso VIII, do mesmo diploma, dentre as informações imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e, logo, passíveis de classificação, estão aquelas cuja divulgação ou acesso irrestrito possam “comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações”.
Acerca da informação trazida por Vossa Excelência de que o fuzil apreendido teria sido extraviado de atirador de Maceió, é importante esclarecer que este dado está sendo investigado e que tal informação somente chegou oficialmente à polícia judiciária no dia 11/07/2024, quando o atirador em questão registrou boletim de ocorrência do suposto furto das armas de fogo. Logo, Vossa Excelência anunciou nas redes sociais, em 10/07/2024, informação supostamente desconhecida pelo próprio atirador e, portanto, seria de grande valia que o Excelentíssimo Deputado pudesse espontaneamente procurar a autoridade policial judiciária competente e prestar todas as informações que obteve a fim de se esclarecer como o fuzil, supostamente furtado de atirador, foi parar nas mãos de violenta facção criminosa. Afinal, outros três fuzis podem ainda estar em poder do crime organizado e, acredita-se, Vossa Excelência, representante do povo alagoano no Parlamento Federal, também possui interesse no desmantelamento das organizações criminosas.
De todo modo, garantimos a Vossa Excelência o comprometimento desta Secretaria e seus órgãos vinculados no sentido de esclarecer a origem do fuzil apreendido, bem como as condições em que este e outras prováveis armas foram supostamente furtadas em Alagoas.
Finalmente, esta Secretaria de Estado da Segurança Pública reitera a Vossa Excelência que permanece firme no seu intuito de garantir segurança aos alagoanos, combatendo as organizações criminosas com rigor e contando com o inestimável trabalho dos honrosos policiais que diariamente arriscam suas vidas para proteger o alagoano, a exemplo do que ocorreu no caso concreto tratado neste ofício quando valorosos agentes policiais integrantes da Chefia Geral de Inteligência da SSP/AL, do Batalhão de Operação Policias Especiais (BOPE) e da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) apreenderam e apresentaram à justiça arma de grosso calibre que seria utilizado pelo crime organizado, inclusive com a possibilidade de vir a atentar contra a vida dos agentes de segurança pública.
Esses agentes de segurança pública devem ser valorizados e enaltecidos por esta Secretaria, por Vossa Excelência e pelos alagoanos pelo incalculável serviço prestado, ao invés de terem suas condutas e valiosos serviços prestados à sociedade alagoana colocados sob suspeitas e apontados em redes sociais, o que lamentavelmente ocorreu, como falsificadores de histórias e enganadores da população.
Sem mais para o momento, ficamos à disposição para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente.
Flávio Saraiva da Silva
Secretário de Estado da Segurança Pública

Nesta segunda-feira (15), um homem que importou ilegalmente um fuzil anti-drones pelos Correios, em Nova Iguaçu (RJ), foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal. O tipo de armamento mencionado é controlado, tendo a comercialização, a posse e o emprego condicionados à permissão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A PF começou a investigar o caso depois da Receita Federal enviar informações sobre uma remessa de um país asiático contendo um fuzil anti-drones.
Depois de detido, o suspeito foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio e deve ser posteriormente encaminhado para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
Esse armamento em questão, de acordo com a PF, vem sendo utilizado por membros do crime organizado para fazer o monitoramento do espaço aéreo das comunidades onde atuam, para impedir o uso de drones pela polícia ou por facções rivais.

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar de Alagoas, apreendeu um fuzil do Exército Brasileiro, modelo 556. De acordo com as informações publicadas no site Metrópoles, a apreensão aconteceu devido à identificação de mensagens trocadas entre traficantes de Maceió e do Rio de Janeiro, conforme publicado no site Metrópoles. A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas(SSP), por sua vez, informou que a arma tem o valor de R$ 20 mil e foi apreendida no bairro Cambona, em Maceió, na terça-feira (9). A ação de apreensão ocorreu em conjunto entre o Bope e a SSP/AL.
O fuzil estava dentro de uma máquina de lavar roupas- junto com três carregadores de munição- e sendo transportado em um carro de frete. A arma seria entregue ao traficante alagoano José Emerson da Silva, conhecido como Nem Catenga. Considerado fugitivo, ele possui cinco mandados de prisão em aberto. Apesar de não residir mais em Alagoas, ele continua comandando o tráfico nas regiões da Cambona, Levada e Brejal, em Maceió.
A apreensão
Para interceptar o veículo, a polícia efetuou bloqueios em pontos estratégicos e inspecionou todos os veículos que faziam frete na região. O fuzil e os três carregadores foram localizados dentro de uma máquina de lavar, em uma caminhonete S10.
"O motorista, surpreendido pela abordagem, afirmou ser um trabalhador autônomo de frete e que havia sido contratado por uma mulher naquela manhã para transportar os itens, tendo recebido R$120 pelo serviço", afirmou a SSP.
O motorista e o fuzil foram encaminhados à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), onde os procedimentos cabíveis foram realizados.
Poder de fogo
De acordo com informação apurada pela Gazetaweb, o fuzil apreendido tem poder de fogo suficiente para ultrapassar blindagem e coletes balísticos de uso civil. O armamento é de uso restrito no Brasil e, geralmente, pertence às forças policiais.
De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Tiro Tático, Giovanni Roncalli, a presença desta arma nas mãos de criminosos em Maceió é um perigo para a sociedade.


A Polícia Federal, com o apoio da Guarda Municipal de Marabá, encontrou, na manhã deste sábado (6/4), um fuzil 5.56, dois carregadores e 55 munições em um dos veículos utilizados pelos fugitivos do presídio federal de Mossoró.
O fuzil foi localizado no carro que transportava um dos recapturados, com a ajuda de um cão farejador do Canil da Guarda Municipal de Marabá treinado para rastrear armas.
No dia da recaptura, última quinta-feira (4/4), a Polícia Federal já havia apreendido um fuzil que estava com um integrante do bando, além de munições com um outro indivíduo do grupo. O fuzil achado neste sábado estava no veículo em que foram encontradas as munições.
