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Foto: Gustavo Morais/Rádio Sampaio

A confecção dos tapetes para a festa de Corpus Christi é uma prática popular onde os fiéis católicos enfeitam as ruas da cidade com imagens devocionais feitas de determinados materiais, como serragem e sal, por exemplo. O Pe. José Augusto, responsável pela paróquia de São Cristóvão, e alguns leigos concederam entrevistas ao repórter Rafael Santos, da Rádio Sampaio (94.5 FM) e falaram sobre o assunto.

“É uma beleza enfeitar as ruas para Jesus passar, uma vez que Ele sai do sacrário para sair nas ruas, abençoando as nossas casas, abençoando os nossos lares”, disse o Pe. José Augusto. “Os temas [dos tapetes] são todos voltados para a Eucaristia; Eucaristia, Espírito Santo, Nossa Senhora, tudo voltado para essa realidade [...] e assim vai mostrando um pouco aquilo em que nossa fé acredita”, explicou.

As ruas onde os tapetes são confeccionados são justamente aquelas por onde passará a procissão com o Santíssimo Sacramento. “É uma obra de serviço ao Senhor. É uma obra de serviço que a gente pode estar fazendo e realizando ao Senhor, aquilo de mais belo”, disse Gustavo, que está participando da confecção. “E isso, nenhum ato de murmúrio, de lamentação, não, mas de alegria mesmo, porque é para o Senhor”, afirmou.

Ouça as entrevistas completas a seguir:

Foto: Gustavo Morais/Rádio Sampaio
Foto: Gustavo Morais/Rádio Sampaio
Ana Akiva fez um apelo nas redes sociais para que esses fiéis deixem de assinar seu perfil adulto. | Foto: Divulgação

Desde que deixou a igreja evangélica, a ex-pastora Ana Akiva retomou sua carreira como modelo – ela já foi Miss Bumbum – assumiu seu lado mais ousado, se lançou nas plataformas adultas e vem faturando alto com seus nudes e vídeos picantes no OnlyFans e Privacy. Cerca de R$ 80 mil por mês.

Além de assinantes famosos, incluindo jogadores e até apresentador de TV, Ana se depara todos os dias com fiéis de todo o Brasil que seguiam suas pregações. São principalmente homens casados, líderes religiosos, que pagam caro para se confessar com a ex-pastora e assistem seus vídeos explícitos.

“São falsos moralistas. Eles repudiam a pornografia e nudez na frente das pessoas, dão lição de moral na igreja, mas no fundo estão ali me vendo sem roupa. E mais: a maioria tem fetiche em confessar comigo. Contar seus desejos mais obscuros e receber penitências picantes. É estranho, bizarro, mas real. Tem até mulheres”, conta.

Ana Akiva fez um apelo nas redes sociais para que esses fiéis deixem de assinar seu perfil adulto. “Pessoas hipócritas não são bem-vindas”, avisa. “São líderes religiosos que pregam a fidelidade, mas traem suas esposas com amantes e garotas de programa. Se dizem pais exemplares, mas têm filhos fora do casamento. Pregam contra a nudez e a pornografia, mas gastam tudo comigo. Não quero mais”.

Para ela, tem sido difícil lidar com o assédio de líderes da igreja, que investem cada vez mais em propostas indecentes. Além disso, Ana diz que vai dar um prazo para todos eles antes de cancelar suas assinaturas. “Não quero dinheiro sujo, de pessoas vazias, mentirosas e pecadoras. Parem de ver meus nudes”, esbraveja.

Reprodução/Redes sociais

O pastor que alegava "incorporar anjos" para abusar sexualmente de fiéis  foi preso, em Anápolis, a cerca de 55 km da capital goiana. Segundo a Polícia Civil de Goiás, Vanderlei de Oliveira, que estava sendo procurado pela corporação, se entregou à corporação.

Conforme a polícia, até o momento, nove vítimas foram ouvidas, sendo que entre elas há homens e mulheres. Além do pastor, a esposa dele, Maria Lurdes dos Santos Oliveira, era procurada pela Polícia Civil, por ser cúmplice dos crimes, mas não há informações se ela também acabou detida.

O caso foi descoberto após a denúncia de uma das vítimas, que procurou a delegacia em 2 de outubro. De acordo com a investigação, os crimes provavelmente ocorriam há mais de uma década, já que uma das vítimas identificadas sofreu abuso sexual em 2013.

Denúncias

Uma das vítimas contou à polícia que frequentava a igreja do pastor havia 8 anos e foi abusada por ele, pela primeira vez, no ano passado. Ela disse que o pastor pedia fotos íntimas, alegando que isso fazia parte de uma “campanha” para ter sucesso na vida e que anjos a ajudariam através dele. Ela enviou as imagens.

Em outra situação descrita pela vítima, o pastor teria dito que incorporou um “anjo”, após um culto de libertação, e que ela seria “amaldiçoada” se contasse para alguém sobre os pedidos dele. Logo depois disso, o suspeito teria passado a mão nas partes íntimas dela.

Segundo a mulher, a esposa do suspeito presenciou a violência e ainda mandou que ela não negasse os pedidos feitos pelo marido, que incluíam até masturbação. Os crimes teriam ocorrido em um “quarto de oração” da igreja e em uma casa.

A mesma vítima denunciou ainda que, durante a “campanha”, também passou por vários abusos no “quarto de orações” e que o pastor tirou a virgindade dela. A mulher contou que a esposa do suspeito estava perto, e não fez nada.

Fora da “campanha”, o pastor continuou ligando para a vítima e pedia para que ela se tocasse para ele assistir. Quando a vítima falou que não queria mais participar, o homem divulgou fotos íntimas dela para outros membros da igreja, o que ela descobriu em outubro deste ano.

Campanha espiritual

De acordo com a segunda denúncia, a vítima disse que frequentou a igreja do pastor por 5 anos, e ele a chamou dizendo que precisava fazer uma “campanha espiritual” porque o marido dela estava com um problema. Durante o abuso, o homem chegou a falar que um “anjo” estava com ele, segundo a mulher.

A mulher ainda relatou que tentou empurrar o suspeito, mas ele teria dito que ela tinha de continuar a “campanha” e a fez prometer que não contaria a ninguém porque as pessoas não entenderiam.

As vítimas pediram à Justiça medidas protetivas de urgência contra o pastor, mas o juiz negou. Um dos argumentos usados na decisão é de que os crimes não foram praticados no âmbito doméstico e elas não tinham vínculo anterior com o suspeito.

Victor Bonato- Reprodução/Redes Sociais

Fundador de um “movimento” religioso voltado para jovens de Alphaville, bairro rico de Barueri, na Grande São Paulo, o influencer evangélico Victor de Paula Gonçalves, de 27 anos, conhecido como Victor Bonato, foi preso sob suspeita de estuprar três jovens que frequentavam o Galpão, grupo que ele criou há dois anos, como “elo entre a pessoa que está perdida e a igreja”.

As vítimas — duas estudantes de medicina, de 19 e 20 anos, e uma empresária de 24 anos — foram à Delegacia da Mulher de Barueri, em setembro, para denunciar que Victor Bonato usava sua “influência religiosa” para manipulá-las e obrigá-las a ter relações sexuais com ele. A polícia e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontaram risco de fuga do influencer, e a Justiça decretou a prisão de Bonato no último dia 20.

Segundo o inquérito policial, obtido pelo Metrópoles, os crimes teriam ocorrido entre janeiro e setembro deste ano, em diferentes lugares, como a casa de Bonato, em Alphaville. Um dia antes do registro feito pelas mulheres na delegacia, o influencer postou um comunicado no Instagram, plataforma na qual ele tem 146 mil seguidores, dizendo que precisava se “arrepender profundamente” e que faria um “detox de redes sociais”.

No dia seguinte ao boletim de ocorrência feito pelas vítimas, e véspera de sua prisão, Bonato voltou às redes sociais para dizer que estava se “retirando da liderança” do Galpão e “tirando um tempo para me curar no Senhor”. Na mesma data, o Galpão publicou uma nota afirmando que o influencer não fazia mais parte do movimento religioso, sem mencionar especificamente as acusações de estupro feitas pelas seguidoras.

“Alguns acontecimentos ferem diretamente o que o Galpão acredita e segue, fere a palavra e está em desacordo com o que Jesus nos ensina. Por esse motivo, ele foi afastado do Galpão.”

Sete dias depois, outra nota publicada pelo Galpão informou que o movimento passaria “por uma reforma”, suspendendo seus encontros presenciais, que ocorriam sempre às terças-feiras, “em razão da apuração dos fatos que estão sendo divulgados e de um novo tempo que Deus está nos direcionando”. Mais uma vez, sem mencionar qualquer acusação contra seu fundador.

A decisão

Na decisão, o juiz Fabio Calheiros do Nascimento, da 2ª Vara Criminal de Barueri, afirma que as três vítimas frequentavam o Galpão em Alphaville e que conheceram Bonato “como uma pessoa religiosa e correta”. Elas “desenvolveram algum grau de amizade” com o influencer, “a ponto de frequentar a casa dele”, até que “ele as abordou com intuito sexual”.

Ainda segundo a decisão, duas das vítimas “relatam que foram agredidas durante o ato sexual e obrigadas, mediante força, a fazer sexo oral no suspeito”.

“Todas as três vítimas disseram que foram persuadidas a aceitar ato libidinoso ou conjunção carnal, inclusive pela influência exercida pelo suspeito em razão de sua autoridade religiosa como um dos líderes do grupo e pela agressividade dele”, completa o juiz.

Procurada pelo Metrópoles, a advogada Samara Batista Santos, que defende Victor Bonato, afirmou, por meio de nota, que não poderia fornecer detalhes sobre o caso, porque a investigação tramita em sigilo, mas que o influencer evangélico “nega veementemente as alegações contra ele”, embora ainda não tenha sido interrogado.

“Informo ainda que o investigado emitiu um pedido de perdão perante as partes envolvidas, em suas redes sociais, referente ao seu comportamento considerado pecaminoso, no âmbito religioso, sem estar ciente de quaisquer acusações judiciais que estão atualmente em processo de investigação pelas autoridades competentes para fins de esclarecimentos”, afirma a advogada.

“Reitero que respeitamos plenamente a seriedade das alegações em questão e reconhecemos a importância de proteger os direitos de todas as partes envolvidas no caso”, conclui.

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