


O Delegado Regional de Arapiraca, Edberg Oliveira, confirmou, na manhã desta quarta-feira (24) a prisão de um ex-pastor acusado de abusar da própria neta. Os policiais cumpriram o mandado de prisão por estupro de vulnerável no dia de ontem (terça-feira-23).
De acordo com o delegado, Cícero Domingos da Silva, de 73 anos, já havia sido preso em 2014. Ele abusou da criança dos seis aos nove anos. Trata-se de uma sentença condenatória transitada e julgada.
Em entrevista ao NN Play, o delegado Edberg de Oliveira disse que o pastor “tinha o seu ofício em Maceió, mas nos dias de folga vinha visitar o filho na cidade de Arapiraca. Na oportunidade que os pais saíam para trabalhar, ele ficava como responsável pelas duas crianças, uma de dois anos e a outra - que era abusada - de seis anos. Ele abusou dessa criança dos seis aos nove anos”.
Ainda de acordo com o delegado, os abusos foram descobertos pela mãe, que havia chegado em casa de surpresa e flagrou o avô pegando nos seios da criança. “Foi feito o Boletim de Ocorrência, iniciou-se as investigações e foi constatado que ele [o avô] abusava dela. Tanto que o juiz condenou”, destacou Edberg Oliveira. Ainda segundo o delegado, o ato não foi consumado, mas ele acariciava as partes íntimas da menina.
Ainda segundo o delegado regional de Arapiraca, quando foi denunciado, Cícero Domingos foi afastado das funções e deixou de ser pastor. “A gente fica surpreso que um crime tão grave venha de uma pessoa que prega a 'palavra' e praticava um conduta diferente daquela que ele pregava”, disse Edberg de Oliveira.
A polícia buscava pelo ex-pastor há seis meses, porém, o mesmo se escondia da ação policial e modificava o endereço constantemente, o que dificultou a celeridade da prisão. Ele foi localizado e preso no bairro Alto do Cruzeiro, em Arapiraca.

Em um controverso episódio na Igreja Batista Monte Sión, no estado de Tamaulipas, México, um pastor protagonizou um ato de destruição ao despedaçar uma imagem da Virgem de Guadalupe, considerada a padroeira do país para os católicos, e outra representação da “Santa Muerte”. Essa ação reacende discussões sobre intolerância religiosa e choca os fiéis presentes, evocando memórias de incidentes semelhantes, como o de Sérgio Von Helder no Brasil.
Intolerância religiosa em foco: O episódio na Igreja Batista Monte Sión levanta preocupações sobre a crescente intolerância religiosa, não apenas no México, mas globalmente. A atitude do pastor gerou desconforto entre os fiéis, destacando a importância do respeito mútuo e da liberdade de crença.
Comparação com atos anteriores: a semelhança com o caso do pastor Sérgio Von Helder no Brasil ressalta a recorrência de atitudes destrutivas em contextos religiosos. A análise das repercussões anteriores oferece insights sobre como a sociedade lida com esses eventos controversos.
Impacto na comunidade religiosa: fiéis da Igreja Batista Monte Sión expressaram choque e tristeza diante do ocorrido. Exploramos as reações da comunidade e as discussões internas sobre a necessidade de promover a tolerância religiosa em um ambiente diversificado.
Desdobramentos legais: Investigaremos as possíveis consequências legais para o pastor e a igreja, considerando as leis que protegem a liberdade religiosa e punem atos de vandalismo contra símbolos sagrados.

Fundador de um “movimento” religioso voltado para jovens de Alphaville, bairro rico de Barueri, na Grande São Paulo, o influencer evangélico Victor de Paula Gonçalves, de 27 anos, conhecido como Victor Bonato, foi preso sob suspeita de estuprar três jovens que frequentavam o Galpão, grupo que ele criou há dois anos, como “elo entre a pessoa que está perdida e a igreja”.
As vítimas — duas estudantes de medicina, de 19 e 20 anos, e uma empresária de 24 anos — foram à Delegacia da Mulher de Barueri, em setembro, para denunciar que Victor Bonato usava sua “influência religiosa” para manipulá-las e obrigá-las a ter relações sexuais com ele. A polícia e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontaram risco de fuga do influencer, e a Justiça decretou a prisão de Bonato no último dia 20.
Segundo o inquérito policial, obtido pelo Metrópoles, os crimes teriam ocorrido entre janeiro e setembro deste ano, em diferentes lugares, como a casa de Bonato, em Alphaville. Um dia antes do registro feito pelas mulheres na delegacia, o influencer postou um comunicado no Instagram, plataforma na qual ele tem 146 mil seguidores, dizendo que precisava se “arrepender profundamente” e que faria um “detox de redes sociais”.
No dia seguinte ao boletim de ocorrência feito pelas vítimas, e véspera de sua prisão, Bonato voltou às redes sociais para dizer que estava se “retirando da liderança” do Galpão e “tirando um tempo para me curar no Senhor”. Na mesma data, o Galpão publicou uma nota afirmando que o influencer não fazia mais parte do movimento religioso, sem mencionar especificamente as acusações de estupro feitas pelas seguidoras.
“Alguns acontecimentos ferem diretamente o que o Galpão acredita e segue, fere a palavra e está em desacordo com o que Jesus nos ensina. Por esse motivo, ele foi afastado do Galpão.”
Sete dias depois, outra nota publicada pelo Galpão informou que o movimento passaria “por uma reforma”, suspendendo seus encontros presenciais, que ocorriam sempre às terças-feiras, “em razão da apuração dos fatos que estão sendo divulgados e de um novo tempo que Deus está nos direcionando”. Mais uma vez, sem mencionar qualquer acusação contra seu fundador.
A decisão
Na decisão, o juiz Fabio Calheiros do Nascimento, da 2ª Vara Criminal de Barueri, afirma que as três vítimas frequentavam o Galpão em Alphaville e que conheceram Bonato “como uma pessoa religiosa e correta”. Elas “desenvolveram algum grau de amizade” com o influencer, “a ponto de frequentar a casa dele”, até que “ele as abordou com intuito sexual”.
Ainda segundo a decisão, duas das vítimas “relatam que foram agredidas durante o ato sexual e obrigadas, mediante força, a fazer sexo oral no suspeito”.
“Todas as três vítimas disseram que foram persuadidas a aceitar ato libidinoso ou conjunção carnal, inclusive pela influência exercida pelo suspeito em razão de sua autoridade religiosa como um dos líderes do grupo e pela agressividade dele”, completa o juiz.
Procurada pelo Metrópoles, a advogada Samara Batista Santos, que defende Victor Bonato, afirmou, por meio de nota, que não poderia fornecer detalhes sobre o caso, porque a investigação tramita em sigilo, mas que o influencer evangélico “nega veementemente as alegações contra ele”, embora ainda não tenha sido interrogado.
“Informo ainda que o investigado emitiu um pedido de perdão perante as partes envolvidas, em suas redes sociais, referente ao seu comportamento considerado pecaminoso, no âmbito religioso, sem estar ciente de quaisquer acusações judiciais que estão atualmente em processo de investigação pelas autoridades competentes para fins de esclarecimentos”, afirma a advogada.
“Reitero que respeitamos plenamente a seriedade das alegações em questão e reconhecemos a importância de proteger os direitos de todas as partes envolvidas no caso”, conclui.
